De OGLOBO.COM.BR
BRASÍLIA — O governo federal anunciou nesta quarta-feira investimentos na
parte de ferrovias e rodovias do Programa de Investimentos em Logística com
projeção de valor total de R$ 133 bilhões para serem aplicados até 2037. Desse
total, R$ 79,5 bilhões deverão ser investidos já nos próximos cinco anos. O
empresário Eike Batista classificou o plano de “kit felicidade”.
— São grandes eixos estruturantes do Brasil, que se articulam entre si —
disse o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos.
Ainda segundo o ministro o programa tem como metas tornar a logística
nacional mais eficiente combinada com custos menores para os usuários. Ele
lembrou que, por décadas, houve baixo investimento no setor, o que começou a
mudar desde o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Entre as rodovias que serão concedidas, estão na lista a estrada que liga
Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais (BR - 040), a BR-101 no litoral da Bahia,
a rodovia de Goiás a Minas Gerais (BR-153), além das BRs 040 e 116 em Minas
Gerais, que já estão em processo de audiência pública.
Fazem parte do pacote de Parceria Público Privada (PPPs) 12 ferrovias, entre
elas a Transoceânica - que liga Uruaçu, onde cruza com a Norte-Sul, a Campos dos
Goytacazes, conforme antecipado hoje pelo GLOBO. No território fluminense, está
ainda a ligação do Rio a Vitória, passando também por Campos.
Há previsão, ainda para concessões de trechos do Ferroanel de São Paulo, e
ampliação da ferrovia Norte Sul até o porto de Vila do Conde, em Barcarena
(PA).
— Está se desenhando uma grande rede ferroviária nacional de alta capacidade.
Estamos abrindo um corredor na região norte do país — disse Passos.
No caso das ferrovias, será alterado o conceito pelo qual o governo sempre
trabalhou. Agora, não será exclusividade da estatal Valec a construção de
trilhos. Segundo passos, o governo contratará a construção e a manutenção, bem
como operação de trechos rodoviários.
A Valec vai comprar a capacidade de transportes das ferrovias construídas,
fazendo ofertas públicas de capacidade dessas ferrovias, assegurando direito de
passagem dos trens em todas as malhas, dentro da perspectiva de modicidade
tarifária. Na prática, o governo rompe com o monopólio de operação dos trilhos
pelo detentor da infraestrutura.
Kit felicidade
O empresário Eike Batista classificou como um “kit felicidade” para
empresários o lançamento do Programa de Investimentos em Rodovias e
Ferrovias.
— (É ponto positivo do programa) o tamanho, a escala, a visão holística de
tudo, integrar ferrovias com portos. Não adianta criar ferrovia para lugar
nenhum ou sem carga — disse Eike.
Para ele, o programa é um chamado para os brasileiros por novos investimentos
e um forma de ajudar o crescimento do país a deslanchar.
— Esse instrumento de juros baixos talvez já tenha esgotado. É hora da
infraestrutura, de ficarmos mais eficientes. A presidente entendeu isso e está atacando de frente — afirmou.
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