segunda-feira, 1 de agosto de 2016

ECONOMIA: Governo pode mudar regra para renegociação da dívida dos estados

OGLOBO.COM.BR
POR EDUARDO BARRETTO

Alguns gastos ficariam de fora da Lei de Responsabilidade Fiscal este ano

Henrique Meirelles, ministro da Fazenda - ANDRE COELHO / Agência O Globo

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, propôs nesta segunda-feira a líderes da base aliada na Câmara, em café com o presidente interino Michel Temer, que alguns gastos fiquem fora das despesas com pessoal na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) neste ano. Entretanto, Meirelles defendeu que essas despesas — como gastos com terceirizados, pensionistas e auxílio-moradia —tenham um teto indexado pela inflação do ano anterior, a exemplo da proposta de emenda à Constituição que o governo mandou ao Congresso, com vistas a limitar gastos da União.
— A partir da proposta do próprio ministro Meirelles, de se manter então esses cálculos do jeito que são feitos, mas criando um limitador, que será o que vai ser gasto este ano mais a inflação durante os próximos 20 anos, entendemos que será possível ter uma vitória no plenário — disse o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), que criticou mudanças na LRF “no meio do jogo”.
— Essa mudança, de fato, gera alguns impactos imediatos que têm claramente resistências de algumas instituições, como tribunais de contas, tribunais de Justiça, Ministério Público — completou Rosso.
O projeto de lei complementar para renegociação das dívidas dos estados com a União previa que gastos com terceirizados e pensionistas, por exemplo, fossem incluídos na categoria despesas com pessoal. A transição seria de dez anos. Contudo, isso dificultaria que a LRF fosse cumprida, argumentam os entes. A proposta de Meirelles pacificaria este ponto, que é uma das principais resistências à aprovação do projeto de lei.
Entretanto, Meirelles defendeu que, a partir do ano que vem, esses outros gastos não poderiam aumentar mais do que a inflação deste ano. A chamada PEC do teto de gastos, enviada ao Congresso pelo governo já prevê esse modelo para os gastos públicos.
No café com os líderes, o governo também pediu que os líderes se esforcem em conseguir presença de parlamentares para que o projeto de renegociação de dívida dos estados seja aprovado. São necessários no mínimo 257 deputados em plenário para que o projeto de lei complementar seja aprovado.
Há cerca de um mês, a Câmara havia rejeitado pedido de urgência do governo para a proposta.
— Não teremos quórum muito elevado, mas haverá esforço de trazer deputados — disse Pauderney Avelino, líder do DEM na Câmara, que atribuiu o baixo número de deputados às convenções municipais desta semana.

Comentários:

Postar um comentário

Template Rounders modificado por ::Power By Tony Miranda - Pesmarketing - [71] 9978 5050::
| 2010 |