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POR BÁRBARA NASCIMENTO / JÚNIA GAMA
Senadores da oposição protestaram com gritos e pedem a palavra para discutir e encaminhar votos

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, e as senadoras da oposição, Fátima Bezerra, Gleisi Hoffman e Vanessa Grazziotin - Givaldo Barbosa / Agência O Globo
BRASÍLIA - O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira, reabriu, às 18h34, a sessão e abriu a votação do projeto da reforma trabalhista. A senadora Fátima Bezerra continua na cadeira do presidente. Mesmo assim, ele se sentou na cadeira da ponta da mesa e fala de um microfone sem fio.
Os senadores da oposição protestaram com gritos e pediram a palavra para discutir e encaminhar os votos. Eunício foi irônico e disse que não pode dar a palavra à oposição porque, como não está na sua mesa, não pode ligar os microfones:
— As senhoras senadoras tomaram conta da mesa e eu não tenho como abrir o microfone pro senhor. E eu não vou dar o meu. A senadora Fátima não me permite abrir o microfone para o senhor.
Eunício disse que os encaminhamentos terão que ser feitos “no grito”. Encaminharam positivamente (pela aprovação da reforma) até agora PSDB, PP, DEM, PTB, PR e PSD.
A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) se posicionou atrás da cadeira em que o presidente estava sentado e gritava no ouvido do senador que ele precisava abrir o microfone da tribuna. Eunício desligou o próprio microfone e se levantou para tentar novamente sentar em sua cadeira.
Somente às 18h44, após quase oito horas de sessão, o presidente conseguiu fazer a senadora Fátima se levantar e se sentar na cadeira.
— Deus me deu esse sentimento da paciência porque todo democrata tem que ser paciente. Como eu disse, palavra eu cumpro, embora não estejam cumprindo comigo. Eu vou dar o encaminhamento de líderes e no destaques eu vou dar encaminhamento aos inscritos.
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