segunda-feira, 25 de julho de 2016

ECONOMIA: Dívida pública federal avança 2,77% e fecha junho em R$ 2,9 tri

OGLOBO.COM.BR
POR BÁRBARA NASCIMENTO

Valorização do real frente ao dólar fez dívida externa recuar 10,34%

- Andrew Harrer / Bloomberg

BRASÍLIA - A dívida pública federal encerrou o mês de junho em R$ 2,958 trilhões. O número representa um aumento de 2,77% em relação ao mês anterior, quando o estoque era de R$ 2,878 trilhões. A alta foi puxada por um aumento do estoque da dívida interna de 3,41%, em razão de uma emissão líquida de R$ 62,4 bilhões e apropriação de juros no valor de R$ 31,3 bilhões. A valorização do real frente ao dólar fez com que a dívida externa recuasse 10,34%.
A maior parte dos títulos da dívida pública estão nas mãos de instituições financeiras (23,65%) e de fundos de previdência (23,57%). O número de estrangeiros que possuem papéis brasileiros continua caindo e representaram, em junho, 16,41% do total.
Os títulos prefixados — que tem taxas de juros fixadas no momento da compra — representam a maior parte dos papéis da dívida, 36,30%. Os vinculados a índices de preços, como à inflação, são 33,7% do total e os atrelados à taxa flutuante (Selic) são 25,75%. Todos estão fora do intervalo previsto para o ano pelo Plano Anual de Financiamento (PAF). A estimativa do Tesouro é de que os prefixados representem entre 31% e 35% do total; índice de preço entre 29% e 33% e taxa flutuante entre 30% e 34%.
O coordenador-geral de operações da dívida pública, Leandro Secunho, afirma que, até o fim do ano, os números devem convergir para os intervalos do PAF.
— A expectativa é encerrar o exercício dentro desses intervalos. Precisamos aguardar o decorrer de mais alguns meses para avaliar melhor se será cumprido ou não esse indicador.
O percentual de títulos que vencem nos próximos 12 meses — um dos indicadores de qualidade da dívida — teve um leve aumento: passou de 20,40% em maio para 20,44% em junho. O prazo médio, outro indicador de qualidade, caiu de 7,04 anos para 7,01 anos. O custo médio acumulado do estoque nos últimos 12 meses decresceu de 14,25% ao ano em maio para 13,80% em junho.
Apesar da queda no prazo médio, Secunho minimizou o movimento e afirmou que ele possui efeito sazonal. Ele explicou que um volume grande de papéis tem vencimento no meio do ano. À medida que esses títulos saem da estatística de 12 meses, a tendência é que o prazo médio volte a subir.
— Eu diria que, em relação ao prazo médio, estamos em um nível satisfatório.
Ele ainda garantiu que não há uma dificuldade de rolagem da dívida e afirmou que o Tesouro tem feito leilões bem sucedidos. Na semana passada, o órgão conseguiu captar US$ 1,5 bilhão com a emissão de títulos Global 2047. O papel, denominado em dólar, foi vendido no último dia 21 de julho no mercado americano com uma taxa de retorno para os investidores de 5,875% ao ano.
— Não há dificuldade de rolagem, os leilões têm sido bem sucedidos e temos conseguido boas taxas.

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