Por HELIO FERNANDES - Via blog do autor
TRIBUNA DA IMPRENSA
Vozes do Planalto tentaram mostrar que a segunda pesquisa Datafolha, depois da reeleição, não desagradou. Deu a impressão que esqueceram a primeira pesquisa e a fratura exposta da impopularidade da presidente.
A derrubada foi total, só 13 por cento responderam que seu governo é “bom ou ótimo”. Agora, o fato de a segunda pesquisa ter mantido positivamente os mesmos 13 por cento, foi considerado vitória.
Informações dos jornais próprias e otimistas, consideram que os pessimistas tentam dominar o cenário. E espalham: Em novembro ou dezembro, Dilma estará com 40 por cento de “bom ou ótimo”.
O desemprego subiu muito: a coisa mais natural num país dominado pela duvida, descrédito, desengano, desesperança. E a mais colossal empreitada de corrupção.
Ninguém suporta mais apostar no futuro, nem mesmo a presidente. Tão cansada de não fazer, eleita e reeleita. Dona Dilma entregou a economia ao economista que sofria suas mais desabridas criticas e restrições.
E a articulação política ao vice que já estava com ela desde 2010. Nem ele mesmo imaginava que fosse ser recuperado por uma cirurgia sem anestesia.
Agora Temer está no centro dos acontecimentos. Conversou com o próprio Lula, inteiramente ultrapassado e sem perceber e disse a ele: “A presidente Dilma deu total autonomia para coordenar politicamente”.
Fugiu do chavão, recebi “carta branca”, muito vulgar para um personagem tão importante. Temer, sempre muito mais experto do que inteligente, também não quis ser Ministro das Relações Institucionais. Percebeu logo. Como Ministro podia ser demitido, sem aviso prévio.
Como vice. Dona Dilma tem que suporta-lo. Haja o que houver. Pode dispensá-lo claro, mas só se for para colocar alguém indicado, recomendado, protegido por Renan ou Eduardo Cunha.
Como não faz e abriu mão da economia, da política, e da administração, Dona Dilma fala. E nada importante. Os desempregados já são mais de seis milhões, a presidente (?) diz que “fará um país de classe média”, continuando garante “que a Petrobras já se recuperou”?, o pior ficou para trás.
Ninguém fala na realidade, principalmente do governo. Dão a percentagem, que seria de 7,4. Como a população potencialmente ativa é de 80 milhões (isso que estou colocando é o mínimo), são 6 milhões sem trabalho. É tão grave quanto: quase 8 milhões de pessoas recebem entre 3 e 6 reais por dia, muito menos de 200 mensais.
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