Do POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL
A generalização da crise no Velho Continente já é evidente e, assim sendo, os policy makers tem motivação extra para agir, coisa que não é muito do feitio dos europeus. O melancólico encontro do final da semana passada entre a chanceler Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy mais uma vez levou à dúvidas, mas houve avanço : a despeito da resistência da alemã parece que finalmente o Banco Central Europeu vai pôr as mangas de fora. Com efeito : poderá exercer o seu decisivo papel de "emprestador de última instância" e, desta forma, injetar nas combalidas economias meridionais a liquidez que lhes falta neste período de turbulência. Há dois anos o debate acerca do tema se esvai pela incompetência política dos principais países europeus em lidar com os problemas de sua própria moeda. Agora, parece que a gestão do BCE se encaminhará para o seu natural processo em tempos de crise.
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