Do POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL
Quem vê cara...
Quem vê cara...
...não vê coração. São miragens políticas as imagens do presidente do PMDB Michel Temer sorrindo ao lado do presidente Lula e da ministra Dilma na festa de encerramento do IV Congresso do PT. É sabido que Temer quase não foi ao evento, nem ele nem ninguém do PMDB governista. A razão não foi, como alguns espalharam, o temor de desrespeito e possíveis vaias. Pelo menos não a maior razão. Vão mal as relações regionais entre o PT e o PMDB em vários Estados. E o PMDB está desconfiado - ou estava - de que Lula vinha enrolando o partido para ganhar tempo e impor sua vontade. A ameaça de ausência funcionou e Lula teve de ceder. O PT entendeu muito bem quando ouviu Lula dizer que não está certo esse negócio de dois palanques e ele não pode subir em dois altares. Dilma até pode, ele não. O PT ficou assustado. E o trunfo voltou novamente às mãos de Temer e de seu grupo (ou muitos grupos).
Uma ou outra exceção
Apenas na BA, por razões que a política desconhece, o presidente pode admitir, ainda que a contra gosto, um palanque duplo dos governistas, com Jaques Wagner, do PT, em um, e Geddel Vieira Lima, do PMDB em outro. Lá e no RJ, onde Dilma, por razões que a política desconhece, resolveu também incensar Garotinho, hoje ferrenho adversário de Sérgio Cabral. Vingança do pré-sal. No resto tem de haver concessões, de lado a lado. Mas o PMDB fincou barreira : vai disputar na BA (para desgosto de Lula), quer o RJ sem Garotinho, quer MG, quer o PA, quer o MS, todos também aspirações petistas. Fora a liberdade com que trabalha no RS, em SC, no PR, em SP e em PE. Para o PT pode ser um sério obstáculo a seu sonho de ser um protagonista maior no governo Dilma do que foi no governo Lula, principalmente no segundo mandato.
Apenas na BA, por razões que a política desconhece, o presidente pode admitir, ainda que a contra gosto, um palanque duplo dos governistas, com Jaques Wagner, do PT, em um, e Geddel Vieira Lima, do PMDB em outro. Lá e no RJ, onde Dilma, por razões que a política desconhece, resolveu também incensar Garotinho, hoje ferrenho adversário de Sérgio Cabral. Vingança do pré-sal. No resto tem de haver concessões, de lado a lado. Mas o PMDB fincou barreira : vai disputar na BA (para desgosto de Lula), quer o RJ sem Garotinho, quer MG, quer o PA, quer o MS, todos também aspirações petistas. Fora a liberdade com que trabalha no RS, em SC, no PR, em SP e em PE. Para o PT pode ser um sério obstáculo a seu sonho de ser um protagonista maior no governo Dilma do que foi no governo Lula, principalmente no segundo mandato.
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