terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

MERCADO FINANCEIRO: Bolsa recua 1,6%, maior queda em 18 dias; dólar sobe a R$ 1,826

Do UOL
Da Redação, em São Paulo
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta terça-feira em queda de 1,6%, aos 66.108,33 pontos, pelo terceiro dia seguido. É a maior queda sofrida pela Bolsa em 18 dias, quando, em 5 de fevereiro, recuou 1,83%. Com isso, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) reduz os ganhos no mês para 1%.
Na contramão, a cotação do dólar comercial encerrou em alta de 0,88%, a R$ 1,826 na venda. É segunda alta consecutiva da moeda. Apesar do avanço de 1,16% na semana, a moeda americana acumula perdas de 3,13% no mês.
Já tenso com a questão fiscal da zona do euro, o mercado foi surpreendido com a queda na confiança do consumidor dos EUA, o que empurrou a Bovespa para a queda. "A tensão com a questão fiscal da Europa está forte e hoje a confiança do consumidor piorou as coisas", disse Fernando Barbará, diretor de renda variável da Capital Investimentos.
De fato, os dois principais balizadores do mercado trouxeram novidades nada alentadoras para os mercados de ações, que operavam perto das máximas em um mês.
A mais impactante do dia foi a divulgação de que a confiança do consumidor dos EUA caiu mais do que o esperado por analistas em fevereiro, para o menor patamar em 10 meses. Antes, o mercado já torcera o nariz para dados mostrando queda nos preços das moradias no país em dezembro.
Da Europa, as notícias também não foram animadoras. A Fitch cortou o rating dos quatro maiores bancos da Grécia, principal fonte de preocupações do mercado com a frágil situação fiscal dentre os membros da zona do euro.
Assim, o noticiário doméstico, farto em dados econômicos e corporativos, ficou novamente em segundo plano. A reação ou a expectativa por relatórios trimestrais serviram apenas para eleger algumas das maiores variações do índice.
Na ponta de baixa, apareceu Tim Participações, cuja ação preferencial caiu 4,7%, para R$ 4,87. A empresa de telefonia divulga nesta noite seus resultados do quarto trimestre de 2009. O mesmo fará BM&FBovespa, que recuou 3%, para R$ 12,35.
As blue chips reagiram à queda das commodities e também caíram. As preferenciais de Petrobras e Vale cederam 1,3%, para R$ 34,19, e R$ 43,79, respectivamente. Na outra ponta, Lojas Renner foi a melhor do Ibovespa, disparando 4,8%, a R$ 39,30. A varejista anunciou na segunda-feira à noite que teve lucro líquido de R$ 100,3 milhões entre outubro e dezembro de 2009, um aumento de 53,4% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Câmbio
A alta do dólar foi impulsionada pela busca de aplicações mais seguras por investidores globais após dados ruins nos Estados Unidos e sinais de cautela na Europa. "Com essas incertezas, está todo mundo buscando os títulos do Tesouro norte-americano. Com exceção do iene, todas (as moedas) estão caindo ante o dólar", disse Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora.
Internamente, o resultado das contas externas do governo em janeiro teve pouca influência sobre os negócios. Segundo o Banco Central, o
deficit em transações correntes cresceu menos que o esperado no mês: 39%, para US$ 3,8 bilhões. Por outro lado, o fluxo cambial em fevereiro passou para o negativo, com saída líquida de US$ 269 milhões no mês até o dia 19.
(Com informações da Reuters)

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