OGLOBO.COM.BR
POR GERALDA DOCA / REUTERS
Maia diz que defensores da proposta estão 'muito longe' dos 308 votos necessários

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados - Givaldo Barbosa / Agência O Globo
BRASÍLIA - Diante das dificuldades em obter os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência e do prazo apertado para votar as medidas de ajuste fiscal no Congresso, o governo decidiu — pelo menos por ora — não trabalhar com data para votar a proposta. Nesta quinta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que os defensores da reforma da Previdência estão "muito longe" dos 308 votos necessários para a aprovação.
Durante reunião entre o presidente Michel Temer, líderes governistas e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, no fim da manhã de quarta-feira, ficou acertado que não vale a pena pôr o tema na pauta sem a segurança dos 308 votos necessários a sua aprovação.
— Não há cronograma para votar a reforma da Previdência. Não devemos estragar o produto se não temos segurança nele — contou um interlocutor do Planalto, ao se referir ao risco de derrota.
Também ficou acertado que até o próximo domingo — quando haverá um jantar com Temer — um grupo de deputados alinhados ao Planalto vai conversar com parlamentares para levantar votos e sondar o "humor" da base aliada em aprovar tanto quanto as medidas de equilíbrio fiscal quanto a reforma. O objetivo do jantar é priorizar os projetos que precisam ser votados até o fim do ano legislativo, contou a fonte, a "pauta global", o que inclui previdência. Se este tema ficar para 2018, a chance de passar no Congresso ficará comprometida por causa do cronograma das eleições.
Segundo um líder governista, o sentimento é que há um certo “recolhimento” dos parlamentares da base. Ele citou como prova disso a dificuldade que o governo enfrentou ontem para aprovar o texto base da Medida Provisória que prorroga o Repetro (regime especial de importação e exportação de máquinas e equipamentos no setor do petróleo), importante para consolidar os leilões de óleo e gás.
Para fechar o orçamento de 2018, o governo precisa aprovar o adiamento do reajuste do funcionalismo, o aumento da alíquota da contribuição previdenciária da categoria de 11% para 14% e a tributação dos fundos de investimento. São medidas que enfrentam forte resistência, disse um interlocutor do Executivo. Há 14 MPs na fila para serem votadas.
ÚLTIMAS DE ECONOMIA
Veja também
Privatização da Eletrobras vai gerar empregos e aumentar arrecadação, diz governo
Internautas relatam instabilidade no WhatsApp em diversos países
Para Oi, novo sócio só vai aparecer quando plano for sustentável
Perda com sonegação de ICMS no Estado do Rio corresponde à previsão de déficit orçamentário para 2018
Previdência: em vídeo, entenda as novas regras da aposentadoria
'Votação não tem caráter diabólico', diz Maia sobre Previdência
Padilha reforça que governo não analisará mudanças na reforma da Previdência
Vice-presidente da Câmara diz que ‘cabeças pretas’ são contra reforma da Previdência
Comentários:
Postar um comentário