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Otto (PSD), Lídice (PSB) e Muniz (PP) devem votar unidos contra o impeachment
A bancada baiana no Senado, formada pelos senadores Lídice da Mata (PSB), Otto Alencar (PSD) e Roberto Muniz (PP) deve votar unida contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na última sessão do julgamento prevista para ocorrer nesta terça-feira, 30.
Primeira a declarar o voto a favor de Dilma antes da votação, Lídice considerou que a normalidade dos trabalhos foi ocasionado pela presença da presidente na sessão. "Isso impôs respeito. Seus adversários não iriam extrapolar, do contrario haveria a reação.
"Mas no dia da votação deve esquentar o clima". Os defensores da presidente continuam trabalhando pela cooptação de votos dos indecisos. "Deixamos de lado alguns como Cristóvam Buarque, pois apesar de se dizer indeciso, tem se posicionado a favor do impeachment. Estamos nos concentrando em outros. Sabemos que a situação é difícil pois ele (Temer) tem mundos e fundos para oferecer".
Lídice disse não ter sido pressionada pela direção nacional do PSB, (que apóia a saída de Dilma) para votar pelo impeachment. "Isso foi discutido lá atrás. A direção do PSB sabe que nesse processo, os senadores são juízes, precisam ter liberdade para firmar uma posição".
Sobre o cenário de que o impeachment se concretize, avalia que é provável que os parlamentares contrários ao impeachment façam oposição a Michel Temer.
Procurado, o senador Roberto Muniz não quis se manifestar sobre o processo, nesta segunda-feira, 29. Lídice diz desconhecer os motivos pelos quais Muniz não revela seu voto.
O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou nesta segunda que votará contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Ele alegou que sua definição não se deu pelo discurso apresentado pela presidente em plenário nesta segunda. "Li todos os autos. Não há crime", justificou. "Caso Dilma seja cassada, o principal motivo não serão as fraudes fiscais das quais é acusada: será pelos erros políticos que cometeu", disse.
Assembleia
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo (PSL), afirmou estar convencido de que não há motivo jurídico que justifique o impeachment. "Dilma fez um belo discurso, muito seguro, e se saiu muito bem nas respostas", disse, considerando improvável que a situação seja revertida a favor da petista. "Foi um golpe parlamentar. O PMDB chega pela terceira vez ao poder sem ter voto. Foi assim com José Sarney, Itamar Franco e agora com Temer. É como num jogo de futebol, quem perdeu no voto quer ganhar no tapetão".
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