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POR ILIMAR FRANCO

Michel Temer | Givaldo barbosa
O vice Michel Temer, segundo aliados próximos, está preocupado com a disseminação da campanha que ele vá acabar com o Bolsa Família quando assumir a presidência da República. Seu temor é que esse boato possa criar instabilidade política e social logo após à sua eventual posse no cargo.
Esses aliados afirmam que Temer tem dito que para um presidente não basta ter governança, o que se articula no Congresso, mas que também necessita de governabilidade, que depende do respaldo da maioria da sociedade.
Na sua visão, um presidente que pretenda pacificar o país não poderá acabar com o Bolsa Família. Pelo contrário, sua intenção é revalorizar o programa e recompor seus valores, na medida em que eles não têm sido reajustados pela inflação.
Sobre as eventuais medidas impopulares que vier a tomar, e que enfrentarão resistência na sociedade, Temer tem dito que elas precisam ser muito bem negociadas, explicadas e absorvidas pela maioria. A população que vai para as ruas pedir "Fora Dilma!", não está necessariamente comprometida com medidas defendidas pelo mercado.
Por isso, sua intenção é adotar cinco ou seis itens dessa agenda pois não acha viável criar condições para manter um ambiente que de continuidade ao atual clima de instabilidade.
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