Por ELIANE CANTANHÊDE - ESTADAO.COM.BR
Vejam como são as coisas: com a debandada do PMDB, Jacques Wagner anunciou uma “repactuação” do governo e Lula entrou firme para construir um novo governo com um novo aliado principal: o PP. Sim, o PT de Lula com o o PP de Paulo Maluf. Azeite e água não se misturam, mas agora Lula e Dilma tentam misturar PT e PP. Com isso, o PP deixaria de ser acessório para ser central – caso, evidentemente, o impeachment não passe.
Mesmo diante de todas essas promessas e de todo esse horizonte de cargos, verbas e importância, o PP está sendo bastante refratário à ideia de se unir ao PT. As seções estaduais, uma atrás da outra, vêm se manifestando pro-impeachment, inclusive as do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Minas. Ou seja: o governo, aparentemente, não está conseguindo mais nem comprar o PP.
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