quarta-feira, 19 de novembro de 2014

GESTÃO: Petrobras afasta executivos que podem estar envolvidos em esquema de corrupção, diz fonte

OGLOBO.COM.BR
POR RAMONA ORDOÑEZ

Entre os nomes, estão Glauco Colepicolo Legatti, gerente-geral da Rnest, e Francisco Paes, do Cenpes

RIO - Com base nas conclusões dos relatórios das Comissões Internas que apuraram operações envolvendo as obras das refinarias Comperj, no Rio de Janeiro, de Abreu e Lima, em Pernambuco, e da compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, a Petrobras já iniciou o afastamento de funcionários com cargos de confiança envolvidos em irrregularidades. Segundo fontes, já teriam sido afastados cinco gerentes das áreas de Engenharia e Abastecimento.
Segundo fontes próximas, a estatal afastou nesta quarta-feira pela manhã o gerente-geral de Abreu e Lima, também conhecida como Rnest, Glauco Colepicolo Legatti. O cargo é ligado à Diretoria de Engenharia e Serviços, cujo o ex-diretor Renato Duque está preso desde a semana passada. Outro que foi destituído de suas funções desde a última sexta-feira foi Francisco Paes, que era gerente geral de Gestão Tecnológica do Cenpes, o centro de pesquisa da Petrobras. Paes, anteriormente, foi gerente executivo Corporativo da diretoria de Abastecimento, indicado na época por Paulo Roberto Costa. Segundo fontes, ele seria o braço direito do ex-diretor.
As comissões teriam apresentado à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em seus relatórios, listas com grande número de funcionários e ex-funcionários da companhia que teriam tido participação irregular nas obras. Segundo a fonte, outras demissões estariam sendo preparadas.A Petrobras teria ainda suspendido todos os aditivos dos contratos das obras da refinaria, que tem custo em US$ 18,5 bilhões.
No início de novembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) havia aprovado relatório recomendando a paralisação de quatro obras que recebem recursos do governo federal. Também recomendou a retenção de parte dos valores de outras cinco obras, entre elas a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.
Em nota, a Petrobras confirmou as mudanças em seu quadro gerencial. A estatal ressaltou “que não houve demissões da companhia já que não há evidência até o momento de dolo, má fé ou recebimento de benefícios por parte desses empregados citados nos relatórios das comissões internas de apuração”. Disse ainda que “as funções gerenciais não são permanentes, sendo portanto de livre nomeação a qualquer momento por parte da Petrobras”.

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