terça-feira, 27 de agosto de 2013

MUNDO: Obama considera realizar ataque rápido contra a Síria

De OGLOBO.COM.BR

Parlamento britânico vota nesta quinta-feira se o país deve intervir militarmente no território sírio
Ofensiva duraria dois dias e teria extensão limitada, segundo agências
O presidente Barack Obama considera realizar um ataque militar contra a Síria - BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está considerando realizar um ataque militar contra a Síria, que seria rápido, de no máximo dois dias, e de extensão limitada, informou o jornal "Washington Post". A ofensiva serviria como punição pelo uso de armas químicas pelo país e, como um elemento de dissuasão, de acordo com altos funcionários do governo americano. Na quinta-feira, o Parlamento do Reino Unido votará se o país deve intervir militarmente no território sírio, em uma votação solicitada pela oposição trabalhista.
Os legisladores britânicos estavam de férias e adiantaram o início das sessões em razão da crise na Síria e de apelos da oposição, que quer explicações antes de qualquer intervenção. A reunião parlamentar irá acontecer um dia depois de um encontro do Conselho de Segurança da ONU, marcado para quarta-feira e que irá discutir o suposto uso de armas químicas pelo governo de Bashar al-Assad.
Em entrevista à emissora BBC, o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, garantiu que os militares americanos estão prontos para agir caso o presidente Barack Obama dê uma ordem de ataque à Síria. Nas declarações, Hagel afirmou que os militares americanos já realizaram movimentos na região para atender o que o chefe de Estado decidir.
- Nos já realizamos movimentos no local para sermos capazes e e cumprir com qualquer decisão que o presidente deseje tomar - afirmou o secretário. - Nós estamos prontos para ir. Simples assim - reforçou.
O momento de um ataque desse tipo, que envolve mísseis ou, eventualmente, bombardeiros de longo alcance, com alvos militares não diretamente relacionadas com o arsenal de armas químicas da Síria, depende de três fatores: a conclusão de um relatório para avaliar a culpabilidade do governo sírio no suposto ataque da semana passada; consulta permanente com os aliados e o Congresso, e determinação de uma justificativa nos termos do direito internacional.
- Nós estamos observando ativamente os vários ângulos legais para tomar uma decisão - disse um funcionário, que falou sobre as deliberações presidenciais na condição de anonimato.
Navios de guerra com mísseis já estão de prontidão no Mar Mediterrâneo e caças já teriam sido enviados para a base militar americana na Chechênia. Ainda nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou que, se confirmado o uso de armas químicas, a comunidade internacional devia atuar.
- A Alemanha está entre os que consideram que têm que haver consequências - reforçou o ministro, apoiando os aliados.
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, acusou na segunda-feira o governo sírio de usar armas químicas contra a sua população. Embora Kerry não tenha dito diretamente, ele afirmou que o regime de Bashar al-Assad tinha as armas e os meios para usá-las, e que, ao bombardear as áreas atingidas, ocultou provas.

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