segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ECONOMIA: Em reação ao resultado do 1º turno das eleições, Bolsa dispara e dólar tem forte queda

ESTADAO.COM.BR
ECONOMIA & NEGÓCIOS

Ibovespa, principal índice do mercado acionário, chegou a subir mais de 7% pouco depois da abertura; o dólar de balcão abriu em alta de mais de 4%
Em reação ao resultado do primeiro turno das eleições, em que o candidato tucano Aécio Neves (PSDB) mostrou desempenho melhor do que o esperado, os mercados abriram animados. O dólar de balcão caiu mais de 4% na abertura, enquanto a Bolsa abriu em alta, ultrapassando em certos momentos variação positiva de 7%.
Às 10h28, o Ibovespa - principal índice acionário da Bolsa - operava em alta de 7,24%, em 58.487 pontos. Na máxima, atingiu 58.897 pontos. A mínima foi a própria cotação de abertura, de 54.542 pontos. O dólar recuava 2,18% no horário, a R$ 2,419.
Para se ter uma ideia da euforia dos mercados, o Ibovespa Futuro chegou a disparar mais de 9% na abertura, e há pouco subia 7,85%, aos 59.085 pontos. Agora, os investidores aguardam o posicionamento de Marina, enquanto se preparam para a primeira rodada de pesquisas eleitorais para o segundo turno, que começa nesta semana.
Ações. As ações das empresas estatais abriram com forte alta. No horário, Petrobrás ON tinha alta de 9,77%, mas chegou a subir mais de 14%. A preferencial subia 10,63%. Eletrobras tinha ganhos de 9,03% na PNB e de 12,60% na ON, enquanto Banco do Brasil subia 10,65%. 
Entre os grandes bancos, Itaú Unibanco sobe 7,97% e Bradesco PN avança 12,62%. Bradesco ON, por sua vez, tem ganhos de 12,62%.
O que esperar em outubro. Apesar do surpreendente desempenho de Aécio Neves no primeiro turno das eleições presidenciais, não será fácil para o candidato tucano reverter a vantagem de Dilma Rousseff (PT), segundo o economista para mercados emergentes da gestora britânica Schroders, Craig Botham. Por isso mesmo, a expectativa do mercado é que haja muita volatilidade até o segundo turno, realizado 26 de outubro.
"Um problema que Aécio enfrenta é a possibilidade de a campanha de Dilma retratá-lo como um playboy que está fora de contato com as necessidades da média brasileira", diz o economista em relatório.
Após a ida de Aécio para o segundo turno, todos os olhos agora estão voltados para os próximos passos que a candidata Marina Silva (PSB) dará, avalia o economista do Deutsche Bank, Drausio Giacomelli. O banco alemão considerou "surpreendente" a arrancada de Aécio no fim da campanha. Por enquanto, o banco mantém a aposta de que Dilma vai vencer as eleições no segundo turno. (Com informações da Agência Estado)

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