De O Globo
Com agências internacionais
AMÃ e CAIRO - Tropas leais ao presidente Bashar al-Assad travaram uma batalha em Damasco contra desertores do Exército que se recusaram a reprimir um protesto pró-democracia, no que seria a primeira deserção em massa na capital, onde núcleo das forças do regime está baseado. Após seis meses de um levante popular, Assad está sob a pressão de chanceleres árabes que pediram pelo "fim do derramamento de sangue antes que seja tarde demais". A Liga Árabe decidiu enviar a Damasco uma missão urgente liderada pelo secretário-geral do grupo, Nabil al-Arabi, com uma proposta para pôr fim ao conflito civil no país.
Em Damasco, dezenas de soldados desertaram e fugiram para al-Ghouta, uma área rural, depois que forças pró-Assad atiraram contra manifestantes no subúrbio de Harasta a fimd e impedir que a multidão chegasse ao centro da capital.
Um comunicado publicado na Internet pelo "Oficiais Livres", um grupo que diz representar os desertores, afirmou que "uma grande deserção" aconteceu em Harasta e que tropas de Assad estavam caçando os desertores.
Autoridades sírias negam repetidamente que estejam acontecendo deserções no Exército. Ativistas, porém, relatam que aumentaram as deserções entre as tropas - composta em sua maioria por sunitas, mas dominada por um núcleo alawite sob o comando do irmão de Assad, Maher.
No Cairo, após uma reunião de emergência, a Liga Árabe expressou em comunicado "grande preocupação" com os acontecimentos na Síria. Apesar de o plano de paz não ter sido detalhado, o bloco - formado por 22 países - afirmou que é preciso "pôr fim ao derramamento de sangue e recorrer à razão antes que seja tarde demais".
"A estabilidade da Síria é um pilar fundamental da estabilidade no mundo árabe", diz trecho do texto.
O governo sírio, porém, emitiu uma nota diplomática rejeitando o posicionamento da liga. No texto, o regime Assad disse que o comunicado do grupo "é uma clara violação dos princípios da Liga Árabe e dos fundamentos de uma ação árabe conjunta".
Enquanto isso, os ativistas Michel Kilo, Loay Hussein e Fayez Sara foram impedidos por autoridades de imigração de viajar para o Líbano, onde participariam de uma mesa redonda em um programa de televisão.
- Esta decisão anula qualquer discurso de transparência e reforma - afirmou Sara. - Não tem justificativa, é ilegal.
No norte da Síria, forças de segurança mataram duas pessoas e prenderam dezenas durante varreduras em casas na cidade de Khan Sheikon.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que também ocorreram prisões similares na cidade de Deir el-Zour e houve relatos de tiroteio em diversas parte do país.
AMÃ e CAIRO - Tropas leais ao presidente Bashar al-Assad travaram uma batalha em Damasco contra desertores do Exército que se recusaram a reprimir um protesto pró-democracia, no que seria a primeira deserção em massa na capital, onde núcleo das forças do regime está baseado. Após seis meses de um levante popular, Assad está sob a pressão de chanceleres árabes que pediram pelo "fim do derramamento de sangue antes que seja tarde demais". A Liga Árabe decidiu enviar a Damasco uma missão urgente liderada pelo secretário-geral do grupo, Nabil al-Arabi, com uma proposta para pôr fim ao conflito civil no país.
Em Damasco, dezenas de soldados desertaram e fugiram para al-Ghouta, uma área rural, depois que forças pró-Assad atiraram contra manifestantes no subúrbio de Harasta a fimd e impedir que a multidão chegasse ao centro da capital.
Um comunicado publicado na Internet pelo "Oficiais Livres", um grupo que diz representar os desertores, afirmou que "uma grande deserção" aconteceu em Harasta e que tropas de Assad estavam caçando os desertores.
Autoridades sírias negam repetidamente que estejam acontecendo deserções no Exército. Ativistas, porém, relatam que aumentaram as deserções entre as tropas - composta em sua maioria por sunitas, mas dominada por um núcleo alawite sob o comando do irmão de Assad, Maher.
No Cairo, após uma reunião de emergência, a Liga Árabe expressou em comunicado "grande preocupação" com os acontecimentos na Síria. Apesar de o plano de paz não ter sido detalhado, o bloco - formado por 22 países - afirmou que é preciso "pôr fim ao derramamento de sangue e recorrer à razão antes que seja tarde demais".
"A estabilidade da Síria é um pilar fundamental da estabilidade no mundo árabe", diz trecho do texto.
O governo sírio, porém, emitiu uma nota diplomática rejeitando o posicionamento da liga. No texto, o regime Assad disse que o comunicado do grupo "é uma clara violação dos princípios da Liga Árabe e dos fundamentos de uma ação árabe conjunta".
Enquanto isso, os ativistas Michel Kilo, Loay Hussein e Fayez Sara foram impedidos por autoridades de imigração de viajar para o Líbano, onde participariam de uma mesa redonda em um programa de televisão.
- Esta decisão anula qualquer discurso de transparência e reforma - afirmou Sara. - Não tem justificativa, é ilegal.
No norte da Síria, forças de segurança mataram duas pessoas e prenderam dezenas durante varreduras em casas na cidade de Khan Sheikon.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que também ocorreram prisões similares na cidade de Deir el-Zour e houve relatos de tiroteio em diversas parte do país.
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