De O Globo
Com agências internacionais
TRÍPOLI - A gradual derrubada das posições de Muamar Kadafi na Líbia parece estar perto de mais um capítulo, que pode ser decisivo: rebeldes dizem estar a cerca de 30 quilômetros de Sirta, cidade natal do ditador, onde alguns acreditam que ele esteja escondido. Mas, a pouco menos de um mês do fim do mandato da missão da Otan, que termina no dia 27 de setembro, o líder rebelde Mustafa Abdel Jalil disse nesta segunda-feira que Kadafi ainda representa um perigo. Jalil, que é presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), pediu que a aliança militar mantenha suas operações.
- Eu peço proteção continuada à Otan e seus aliados contra esse tirano. Ele ainda é uma ameaça, não apenas para os líbios, mas para todo o mundo - afirmou Jalil, em Doha, durante encontro internacional de ministros da Defesa.
O almirante americano Samuel Locklear, comandante do Comando de Operações Conjuntas da Otan, disse no mesmo encontro que a missão vai continuar pelo menos até o próximo dia 27.
- Nós acreditamos que o regime Kadafi está perto do colapso e estamos comprometidos a ver a operação chegar a sua conclusão. Focos de forças pró-Kadafi estão sendo reduzidos dia a dia. O regime já não tem capacidade para realizar uma operação decisiva - afirmou Locklear na capital do Qatar.
Aviões da Otan bombardearam Sirta nos últimos três dias. Antiga vila de pescadores, a cidade foi transformada por Kadafi e passou a ter 100 mil moradores, além de ter sido usada diversas vezes para celebrações de Estado. Embora os rebeldes negociem com as tribos locais uma possível rendição, eles continuam avançando, a partir do leste e do oeste da cidade.
- A linha de frente está a 30 quilômetros de Sirta. Nós acreditamos que a situação será resolvida pacificamente - disse Jamal Tunally, comandante rebelde em Misurata. - Agora, nós só precisamos achar Kadafi. Eu acho que ele ainda está escondido sob Bab al-Zaziya como um rato - acrescentou, fazendo referência a fortaleza tomada pelos rebeldes em Trípoli na terça-feira.
Depois de dias de batalha na capital, o CNT ainda trabalha para retirar a cidade do caos. O conselho rebelde, que pretende completar esta semana sua mudança de Benghazi para Trípoli, tenta restabelecer a segurança e serviços básicos, além de voltar a vender petróleo. A reabertura da fronteira com a Tunísia no domingo deve ajudar a aliviar a crise provocada pela falta de comida, água, combustível e outros produtos.
Preocupados com sua imagem e com as notícias de que soldados de Kadafi foram encontrados mortos com sinais de execução, os líderes do CNT também estão tentando manter suas forças sob controle. Eles enviaram mensagens de texto de celular pedindo que seus partidários não cometam abusos com prisioneiros.
"Lembrem quando prenderem qualquer seguidor de Kadafi que ele é como você, ele tem dignidade como você, que a dignidade dele é a sua própria dignidade, e que já é humilhação suficiente para ele ser prisioneiro", diz o texto.
TRÍPOLI - A gradual derrubada das posições de Muamar Kadafi na Líbia parece estar perto de mais um capítulo, que pode ser decisivo: rebeldes dizem estar a cerca de 30 quilômetros de Sirta, cidade natal do ditador, onde alguns acreditam que ele esteja escondido. Mas, a pouco menos de um mês do fim do mandato da missão da Otan, que termina no dia 27 de setembro, o líder rebelde Mustafa Abdel Jalil disse nesta segunda-feira que Kadafi ainda representa um perigo. Jalil, que é presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), pediu que a aliança militar mantenha suas operações.
- Eu peço proteção continuada à Otan e seus aliados contra esse tirano. Ele ainda é uma ameaça, não apenas para os líbios, mas para todo o mundo - afirmou Jalil, em Doha, durante encontro internacional de ministros da Defesa.
O almirante americano Samuel Locklear, comandante do Comando de Operações Conjuntas da Otan, disse no mesmo encontro que a missão vai continuar pelo menos até o próximo dia 27.
- Nós acreditamos que o regime Kadafi está perto do colapso e estamos comprometidos a ver a operação chegar a sua conclusão. Focos de forças pró-Kadafi estão sendo reduzidos dia a dia. O regime já não tem capacidade para realizar uma operação decisiva - afirmou Locklear na capital do Qatar.
Aviões da Otan bombardearam Sirta nos últimos três dias. Antiga vila de pescadores, a cidade foi transformada por Kadafi e passou a ter 100 mil moradores, além de ter sido usada diversas vezes para celebrações de Estado. Embora os rebeldes negociem com as tribos locais uma possível rendição, eles continuam avançando, a partir do leste e do oeste da cidade.
- A linha de frente está a 30 quilômetros de Sirta. Nós acreditamos que a situação será resolvida pacificamente - disse Jamal Tunally, comandante rebelde em Misurata. - Agora, nós só precisamos achar Kadafi. Eu acho que ele ainda está escondido sob Bab al-Zaziya como um rato - acrescentou, fazendo referência a fortaleza tomada pelos rebeldes em Trípoli na terça-feira.
Depois de dias de batalha na capital, o CNT ainda trabalha para retirar a cidade do caos. O conselho rebelde, que pretende completar esta semana sua mudança de Benghazi para Trípoli, tenta restabelecer a segurança e serviços básicos, além de voltar a vender petróleo. A reabertura da fronteira com a Tunísia no domingo deve ajudar a aliviar a crise provocada pela falta de comida, água, combustível e outros produtos.
Preocupados com sua imagem e com as notícias de que soldados de Kadafi foram encontrados mortos com sinais de execução, os líderes do CNT também estão tentando manter suas forças sob controle. Eles enviaram mensagens de texto de celular pedindo que seus partidários não cometam abusos com prisioneiros.
"Lembrem quando prenderem qualquer seguidor de Kadafi que ele é como você, ele tem dignidade como você, que a dignidade dele é a sua própria dignidade, e que já é humilhação suficiente para ele ser prisioneiro", diz o texto.
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