terça-feira, 8 de março de 2011

MUNDO: Líbia - Área residencial é bombardeada em Ras Lanuf; governo desmente negociação com oposição

Do UOL Notícias*Em São Paulo
Um avião bombardeou nesta terça-feira (8) um prédio residencial de dois andares em Ras Lanuf, base mais avançada da oposição na região leste da Líbia. Membros das forças insurgentes correram para o local, mas até o momento não foram informadas vítimas no ataque.
Esta é a primeira vez que um ataque aéreo atinge casas em Ras Lanuf, um porto petroleiro estratégico que fica 300 quilômetros ao sudoeste da sede da oposição em Benghazi e é controlada desde sexta-feira pelos insurgentes que há três semanas lutam contra o regime de Muammar Gaddafi.
A explosão deixou uma cratera de dois metros de profundidade perto do edifício e vários estilhaços voaram a dezenas de metros.
A aviação líbia executa ataques diários contra posições dos insurgentes no leste do país. Vários ataques aéreos foram registrados nesta terça-feira em Ras Lanuf.
Negociação
O regime líbio negou hoje que Muammar Gaddafi tenha apresentado uma oferta de negociação à oposição, afirmou uma fonte do governo que pediu anonimato à agência AFP. "É irritante ter que comentar uma bobagem deste tipo", declarou uma fonte governamental.
Segundo fontes da oposição, um representante do ditador líbio propôs a abertura de negociações com a oposição, mas a oferta foi rejeitada imediatamente.
"Penso que houve uma tentativa das pessoas ligadas a Gaddafi com o Conselho Nacional provisório. Foi rejeitada", declarou Mustafah Gheriani, porta-voz da oposição em Benghazi (leste).
"Não vamos negociar com ele. [Gaddafi] Sabe onde fica o aeroporto de Trípoli e o que deve fazer é ir embora e acabar com o banho de sangue", completou.
A oposição não processará Muammar Gaddafi se ele renunciar e deixar o país, afirmou à AFP o presidente do Conselho Nacional, criado pelos rebeldes para preparar a transição.
O presidente do Conselho Nacional, Mustafah Abdelkhalil, ex-ministro da Justiça de Gaddafi, afirmou que partidários do ditador se apresentaram como possíveis intermediários entre o governo e a oposição.
"Gaddafi não enviou ninguém. Algumas pessoas se apresentaram como intermediários para interromper o banho de sangue e terminar com o sofrimento dos moadores habitantes de Misrata", afirmou Abdelkhalil.
Misrata é a terceira cidade do país, a 150 km de Trípoli, onde acontecem vários combates violentos.
"São advogados militantes de Trípoli", acrescentou.
"Estamos a favor evidentemente de acabar com o banho de sangue, mas Gaddafi deve primeiro renunciar e depois deve partir. E neste caso não iniciaremos ações penais contra ele", disse Abdelkhalil, sem explicar se a imunidade foi sugerida pelos advogados de Trípoli.
* Com agências internacionais

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