quarta-feira, 9 de março de 2011

MUNDO: Aviões da família Gaddafi partem da Líbia; um deles pousou no Cairo, diz Al Jazeera

Do UOL Notícias - Internacional

Aviões da família Gaddafi partem da Líbia; um deles pousou no Cairo, diz Al JazeeraDo UOL Três aviões particulares da família de Gaddafi foram detectados pelo controle aéreo de Malta e seguiam para o Cairo, no Egito, segundo a rede de TV do Qatar, "Al Jazeera". Um deles pousou com um alto comandante militar à bordo que iria se reunir com Hussein Tantawi, chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas, a junta militar que governo o Egito desde a renúncia de Hosni Mubarak, segundo a "Al Jazeera".
Segundo autoridades do aeroporto do Cairo, o avião líbio trouxe o general Abdel Rahman Ben Ali al-Sayyid al-Zawy, chefe da autoridade líbia para suplimentos e logística e que levava uma mensagem de Gaddafi à junta militar egípcia.
Os três aviões Falcon 900 de Gaddafi, cada um com capacidade de seis a oito passageiros decolaram de Trípoli com destino a Viena, Atenas e Cairo, segundo a "Al Jazeera". Não há informações oficiais de quem estaria à bordo dos aviões. As regras da aviação internacional não obrigam os ocupantes dos aviões particulares a revelarem sua identidade no caso de não aterrissar nos aeroportos do país.
Em Atenas, fontes do Ministério de Exteriores grego disseram à agência de notícias EFE que um avião privado Falcon procedente de Trípoli sobrevoou nesta quarta-feira o espaço aéreo da Grécia em direção ao Cairo, sem indicar se a bordo viajava alguém próximo a Muammar Gaddafi. "A única coisa que podemos confirmar é que um avião (líbio) passou pelo espaço aéreo grego", disse uma fonte do Ministério.
A informação dos voos dos aviões de Gaddafi surge ao mesmo tempo em que a proposta de adotar uma área de exclusão aérea na Líbia – por meio da qual o espaço aéreo passa a ser controlado por forças estrangeiras – ganha força. Ontem (8), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, conversaram, por telefone, sobre a iniciativa.Para os dois líderes, é fundamental incluir a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nas ações. As informações são atribuídas à Casa Branca. Com a zona de exclusão aérea na Líbia, o espaço aéreo do país, segundo as autoridades estrangeiras, passa a ser protegido de eventuais ataques ilegais a civis, por exemplo.Em comunicado expedido pela Casa Branca, Obama e Cameron conversaram sobre “todo o conjunto” de ações possíveis para responder à repressão na Líbia, incluindo a aplicação de uma zona de exclusão aérea. Ambos ainda “acordaram avançar no planejamento, incluindo a Otan, de todo o conjunto de respostas possíveis” em relação à atual situação na Líbia.Essas medidas incluem “o acompanhamento [da situação], a ajuda humanitária, a aplicação do embargo de armas e uma zona de exclusão aérea”, concluiu a Casa Branca.Para a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, qualquer decisão relativa à criação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia deve ser tomada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e não unilateralmente pelos Estados Unidos.“Pensamos que é importante que seja a ONU a tomar esta decisão de criar uma eventual zona de exclusão aérea”, disse Hillary.
Gaddafi diz que rebeldes sofreram lavagem cerebral
Nesta quarta-feira (9), a televisão estatal líbia transmitiu um pronunciamento de Gaddafi em que ele volta a afirmar que a rebelião popular na Líbia foi incitada por potências ocidentais e pela rede terrorista Al Qaeda, que, segundo o ditador, forneceu drogas e dinheiro para fomentar o movimento.Em declarações à televisão líbia, reproduzidas nesta quarta-feira por emissoras árabes, Gaddafi disse mais uma vez que membros da Al Qaeda "deram drogas, dinheiro e armas" aos opositores rebeldes, que, segundo ele, sofreram "lavagem cerebral".Ainda falando sobre membros do grupo terrorista, o governante destacou que "alguns deles chegaram do Afeganistão, outros do Egito e alguns da Argélia".O regime líbio já havia acusado a Al Qaeda de liderar o levante popular contra Gaddafi.
Em outra entrevista, gravada na noite de ontem em Trípoli e transmitida nesta quarta-feira pela rede de televisão francesa "LCI", Gaddafi denunciou que os países ocidentais "querem colonizar a Líbia novamente", citando em particular Estados Unidos, Reino Unido e França.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de negociar com o Conselho Nacional, Gaddafi soltou uma gargalhada e respondeu que "não há um Conselho Nacional".O líder líbio também assinalou que os ex-membros de seu governo que se somaram ao Conselho na verdade "foram retidos pela força" e "ameaçados de morte", de modo que sua única saída foi comprometer-se com os insurgentes."Não são livres, são prisioneiros", acrescentou Gaddafi antes de negar que combata seu próprio povo: "é uma mentira dos países colonialistas. É um complô colonialista".Quanto à possibilidade de aplicar sanções contra a França pela atitude que o país europeu adotou com relação ao seu regime, respondeu com um "veremos".
* Com as agências internacionais

Comentários:

Postar um comentário

Template Rounders modificado por ::Power By Tony Miranda - Pesmarketing - [71] 9978 5050::
| 2010 |