O Globo, G1 e arquivo O Globo
Taís Mendes -
RIO - O cabo Izo Gomes Patrício, um dos policiais que estavam no helicóptero que foi derrubado por traficantes do Morro dos Macacos no sábado , morreu na manhã desta segunda-feira no Hospital da Aeronáutica. Ele estava com 96% do corpo queimado, segundo a rádio CBN. Com a morte de Izo, sobe para três o número de policiais mortos no acidente.
Além do cabo, outros cinco policiais estavam na aeronave. Os soldados Marcos Standler Macedo e Idiney Canizarro de Oliveira morreram. Ficaram feridos o piloto Marcelo Vaz de Souza, que teve queimaduras na mão esquerda, e o co-piloto Marcelo Mendes, que levou um tiro no pé. O cabo Anderson dos Santos, que também sofreu queimaduras graves, continua internado. Em nota, a Assessoria de Imprensa da Polícia Militar do Rio manifestou pesar pelo falecimento do cabo e ressaltou que a corporação continua o cerco para capturar os criminosos.
Exército veta compra de metralhadoras
Um mês antes da queda do helicóptero Phenix 3 da Polícia Militar, a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército, em Brasília, vetou a compra de 12 metralhadoras americanas Minimi (M-249) pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Rio. A arma - usada pela Polícia Federal e por unidades da Marinha - já tinha sido testada por quatro meses nos helicópteros da instituição. A aquisição do armamento calibre 5.56 fazia parte de um planejamento da Polícia Civil para aumentar a segurança da tripulação nas aeronaves durante ações de combate ao tráfico. Mas, apesar de comprovada a eficácia do equipamento, a compra foi vetada com base em uma portaria que proíbe o emprego desse tipo de arma por polícias estaduais.
Meses antes, a mesma portaria foi usada como argumento pelo Exército para impedir que o comando do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizasse a compra de coletes a prova de balas de uma empresa israelense. Embora o material analisado fosse melhor e mais leve que os similares nacionais, a compra não foi liberada sob o argumento de priorização do emprego de produtos confeccionados por empresas nacionais.
O GLOBO tentou ouvir o centro de comunicação do Exército, em Brasília, sobre o impasse nas compras das metralhadoras e dos coletes a prova de balas. Por telefone, um militar informou que não havia expediente domingo na diretoria de fiscalização de produtos controlados.
De acordo com o planejamento da Core, o modelo de metralhadora Minimi é mais leve e tem maior precisão em ações aéreas. Além da compra do armamento, a Polícia Civil conseguiu recursos junto à Secretaria de Segurança Pública para blindar totalmente um dos modelos Esquilo AS 350 B2. A aeronave ainda vai receber este ano um equipamento sofisticado capaz de captar imagens com nitidez a uma altitude de 3 mil pés (900 metros).
O equipamento, orçado em R$ 3,5 milhões, é composto de câmera, com capacidade de captar imagens à noite, centro de monitoramento, que será instalado na Coordenadoria de Inteligência da Polícia Civil, e palmtops, a partir dos quais as equipes em terra poderão acompanhar em tempo real as imagens geradas pela câmera instalada na aeronave. O emprego desse tipo de equipamento vai permitir o planejamento das ações de combate a facções criminosas, com menor risco aos policiais.
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