domingo, 18 de outubro de 2009

ECONOMIA: Real forte eleva dívida pública em R$ 72 bi

Do blog do NOBLAT
deu em o estado de s. paulo

Valor inclui o custo de acumular reservas internacionais e a perda de rentabilidade de ativos do governo brasileiro cotados em dólar

De Leandro Modé:
A valorização do real transformou-se no principal (bom) problema da economia brasileira e tem provocado um acalorado debate dentro e fora do governo.
Parte das autoridades e dos especialistas defende uma ação enérgica no mercado de câmbio, incluindo algum tipo de controle de capitais, para evitar que a moeda nacional avance ainda mais ante o dólar.
Outra vertente acha que tudo deve ficar como está. Para esses, a perda de competitividade das empresas do Brasil por causa do real forte deve ser resolvida com medidas em outras áreas, como infraestrutura.
Como antecipou o Estado, os "intervencionistas" ganharam a batalha. O governo anunciará esta semana a taxação de capitais de curto prazo que entram no País.
No ano, até quinta-feira, o real liderava o ranking de ganhos ante a moeda americana, com 29%. Em seguida, vinha o rand sul-africano, com 27,8%, e o peso chileno, com 21,3%.
Um dos efeitos da valorização do real se dá sobre a dívida pública, uma vez que, desde 2008, o Brasil é credor em dólares (ou seja, sempre que a moeda americana sobe, o governo ganha; quando cai, ocorre o oposto, como hoje).
O ex-secretário de Finanças de São Paulo Amir Khair calcula que a valorização do real elevou a dívida pública em R$ 72,3 bilhões entre janeiro e agosto.
Esse valor não se refere só aos custos diretos decorrentes da acumulação de reservas. Inclui, também, o efeito contábil da valorização do real sobre os ativos do governo em dólar.
Leia mais em: Real forte eleva dívida pública em R$ 72 bi

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