OGLOBO.COM.BR
POR CATARINA ALENCASTRO
Comissão mantém regra sobre possibilidade de candidato concorrer a vários cargos

O deputado Vicente Candido, relator, durante Sessão da Comissão de Reforma Política na Câmara dos Deputados - ANDRE COELHO / Agência O Globo
BRASÍLIA - Com a votação dos últimos dois destaques, a comissão da reforma política na Câmara concluiu nesta terça-feira a análise do relatório que muda o sistema eleitoral, instituindo o chamado distritão, e cria o fundo eleitoral público com valor estimado em R$ 3,6 bilhões, vindos das receitas correntes líquidas da União. A matéria, agora, já está pronta para ser votada em plenário.
Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), a reforma política precisa ser aprovada por pelo menos 308 dos 513 deputados em dois turnos na Câmara e por 49 votos dos 81 senadores, também em dois turnos.
O distritão gera polêmica entre os deputados e, na comissão, foi aprovado por 17 votos a 15. Por esse modelo, o deputado ou vereador mais votado ganha a eleição. O sistema atual leva em conta um cálculo em que são considerados os votos no candidato e os votos nos partidos do próprio candidato e nos partidos coligados a ele.
Hoje, a comissão rejeitou os dois últimos destaques que ainda faltavam ser votados, e assim mantiveram a regra sobre os suplentes de senadores e a possibilidade de um mesmo candidato concorrer a mais de um cargo no mesmo pleito, caso o voto distrital misto passe a valer em 2022. Pela regra aprovada hoje na comissão, o candidato pode constar da lista pré-ordenada de seu partido para uma vaga a deputado ou vereador, pode concorrer ao mesmo cargo no voto distrital e ainda a outros cargos majoritários.
Nesta terça à tarde, a comissão se reúne ainda para votar outros pontos do relator da matéria, deputado Vicente Cândido (PT-SP). Entre eles, a forma de distribuição do dinheiro do fundo eleitoral com dinheiro público que deverá ser criado. E a instituição da propaganda eleitoral paga na internet. O texto que vai a voto hoje ainda estipula limites para o gasto com cada campanha eleitoral, seja para a Presidência da República, governo do estado, Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa ou Senado Federal.
Veja também
Câmara tenta driblar fim da cláusula de barreira na reforma política
Maia diz que aprovar o distritão como transição 'não é tão ruim assim'
‘Opinião pública não vai gostar, mas paciência’, diz Lobão sobre fundo para financiar campanhas
Comentários:
Postar um comentário