Por Samuel Celestino - BAHIA NOTÍCIAS

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resta agora ao governo esperar as manifestações marcadas para o dia 18, pró-PT, para comparar com o que aconteceu neste domingo (13) quando milhões de pessoas foram às ruas em 26 estados federativos. Provavelmente, o ex-presidente Lula puxará o cordão para comparar a manifestação já marcada com a de ontem, o que não fará o menor sentido. A manifestação, como já dito, foi a maior acontecida no País, superando o final da ditadura militar com o movimento das Diretas Já. O governo está morrendo a olhos vistos e a presidente Dilma não parece ter outra opção senão se manter dentro do Palácio do Planalto e aguardar acontecimentos funestos que, certamente, marcarão a sua saída, dentre elas a que parece mais provável será o impeachment, a não ser que volte atrás e resolva sair pela renúncia, embora tenha dito que não o faria. O Brasil vive um pesadelo em todos os sentidos e está a balançar diante de uma governança inepta que poderá ficar isolada com a perspectiva de corrida do PMDB e outros partidos mais para oposição, de modo a fazer um governo de coalizão que poderá vir a ser a solução para a crise que envolve a nação e estabelece um início do caos. O que as ruas demonstraram levam a esta possibilidade se não ocorrer coisa pior. Tudo irá depender de como Dilma se comportará e se terá visão para entender que suas cancelas estão fechadas. A decisão final caberá a ela. Em qualquer outra circunstância será um retrocesso para a democracia brasileira. Sua percepção será básica. Ela disse, na entrevista concedida à imprensa no final da semana passada, que sofrera com a ditadura quando foi presa e torturada. Portanto, a única solução possível é a democracia, não existe outra. É o que se espera.
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