FOLHA.COM
VALDO CRUZ
GUSTAVO URIBE
LEANDRO COLON
DE BRASÍLIA
A presidente Dilma Rousseff definiu nesta segunda-feira (14) que o subprocurador-geral da República Eugênio Aragão é o novo ministro da Justiça.
A indicação de um nome ligado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e sem vinculação política teve como objetivo evitar que a escolha fosse interpretada como uma tentativa de interferir nas investigações da Operação Lava Jato.
Aragão substituirá Wellington Lima e Silva que, na quarta-feira (9), foi proibido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de acumular a carreira de procurador da Bahia com o cargo na Esplanada dos Ministérios. Nesta segunda, Silva apresentou sua carta de demissão.
"Pedi para a presidente Dilma Rousseff para sair devido a essas circunstâncias. Foi uma decisão pessoal", afirmou o agora ex-ministro àFolha.
Apesar de também ter um cargo no Ministério Público Federal, o novo ministro não precisará renunciar à sua posição pois entrou na carreira antes de 1988 e, portanto, não está sujeito à regra presente na Constituição Federal. A cerimônia de posse ainda não foi marcada.
Indicado pelo ministro Jaques Wagner (Casa Civil) para substituir José Eduardo Cardozo, que acabou deslocado para a Advocacia-Geral da União devido a desgastes acumulados com a Operação Lava Jato, Wellington Lima e Silva ficou no cargo por apenas onze dias.
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