De O GLOBO on line
SÃO PAULO - O promotor de Justiça Igor Ferreira da Silva, de 44 anos, acusado e condenado pela morte da mulher Patricia Aggio Longo, em 1998, foi preso na manhã desta segunda-feira. Uma denúncia anônima levou a polícia até o bairro de Vila Carrão, na zona leste de São Paulo, onde Igor, foragido há oito anos e meio, foi detido. Patrícia foi morta com dois tiros na cabeça, em Atibaia, São Paulo, e estava grávida de sete meses. Exame de DNA comprovou que o filho não era do promotor. (Leia também: Pai de vítima lamenta prisão do promotor )
Igor Ferreira da Silva estava em frente a um condomínio de luxo na Vila Carrão, quando foi abordado pela delegada Adanzil Limonta que deu voz de prisão ao promotor que não reagiu. O promotor deve ser transferido nesta quarta-feira para a Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, onde estão presos, entre outros, Alexandre Nardoni, Lindemberg Alves, Roger Abdelmassih, e os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos.
Adanzil recebeu uma ligação anônima informando que o promotor estava no bairro. Ela decidiu seguir no próprio carro até o local e pediu a escolta de um outro carro, descaracterizado, com dois agentes policiais.
- Ela foi com o carro dela e, por via das dúvidas, pediu que uma escolta a acompanhasse. Chegando lá, perguntou se era ele mesmo. Ele disse que sim e ela deu voz de prisão - diz o delegado Nelson Silveira Guimarães, da Seccional Leste.
Igor, que mede 1,70m, está mais magro, com cerca de 50 kg, e mais calvo. Ele disse à polícia que estava cansado, sofreu ao longo de todo esse tempo e que permaneceu no interior de São Paulo durante o período em que esteve foragido, quase nove anos. Teve problemas de saúde e odontológicos e estava sem dinheiro. Sobre o crime, o promotor de Justiça disse que vai provar que é inocente.
Na dia do crime, 4 de junho de 1998, o promotor Igor chegou, a pé, num posto policial da Rodovia Fernão Dias, em Atibaia, no interior de São Paulo, e contou sua versão para a morte da mulher. Ele disse aos policiais que foi rendido numa estrada de terra por assaltantes armados.
Igor ainda disse que os criminosos teriam roubado a caminhonete com a mulher dele, a advogada Patrícia Aggio Longo. Os policiais encontraram a caminhonete abandonada, com Patrícia agonizante, com dois tiros na cabeça. Ela chegou a ser socorrida num hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Os policiais encontraram também um vigia de um condomínio próximo ao local do crime. A testemunha disse ter visto um homem claro, de terno escuro e gravata, caminhando pela estrada. Levado para a delegacia, o vigia reconheceu o homem como sendo Igor. Na caminhonete, foram encontradas cartuchos de uma pistola, mesmo tipo de muniçao encontrada na casa do promotor. Igor entregou um paletó diferente do que usava no dia do crime para que a polícia pudesse analisar se havia resíduos de pólvora. Durante, a investigação, um detento chegou a assumir a morte de Patrícia, versão que não se sustentou.
O promotor chegou a ficar preso por mais de 40 dias no início das investigações, mas depois obteve a liberdade e estava foragido desde abril de 2001.
Como o acusado era Promotor de Justiça, o julgamento aconteceu no Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, sem a presença dele. Igor foi condenado por unanimidade a 16 anos e 4 meses de reclusão, pelos crimes de homicídio qualificado e de abortamento sem o consentimento da gestante e ainda foi expulso do Ministério Público. A defesa do promotor negou a autoria do crime e garantiu que ele se entregaria no dia seguinte. Mas isso nunca aconteceu.
Nos últimos anos, Igor Ferreira chegou a ser reconhecido algumas vezes, mas a polícia nunca conseguiu prendê-lo. No ano passado, a polícia acreditava que ele estaria morando no Chile. Uma mulher disse ter reconhecido o promotor num avião a caminho daquele país. Movimentações do cartão de crédito do promotor também indicaram que ele estava no Chile, mas a polícia não conseguiu localizá-lo.
Igor Ferreira da Silva estava em frente a um condomínio de luxo na Vila Carrão, quando foi abordado pela delegada Adanzil Limonta que deu voz de prisão ao promotor que não reagiu. O promotor deve ser transferido nesta quarta-feira para a Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, onde estão presos, entre outros, Alexandre Nardoni, Lindemberg Alves, Roger Abdelmassih, e os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos.
Adanzil recebeu uma ligação anônima informando que o promotor estava no bairro. Ela decidiu seguir no próprio carro até o local e pediu a escolta de um outro carro, descaracterizado, com dois agentes policiais.
- Ela foi com o carro dela e, por via das dúvidas, pediu que uma escolta a acompanhasse. Chegando lá, perguntou se era ele mesmo. Ele disse que sim e ela deu voz de prisão - diz o delegado Nelson Silveira Guimarães, da Seccional Leste.
Igor, que mede 1,70m, está mais magro, com cerca de 50 kg, e mais calvo. Ele disse à polícia que estava cansado, sofreu ao longo de todo esse tempo e que permaneceu no interior de São Paulo durante o período em que esteve foragido, quase nove anos. Teve problemas de saúde e odontológicos e estava sem dinheiro. Sobre o crime, o promotor de Justiça disse que vai provar que é inocente.
Na dia do crime, 4 de junho de 1998, o promotor Igor chegou, a pé, num posto policial da Rodovia Fernão Dias, em Atibaia, no interior de São Paulo, e contou sua versão para a morte da mulher. Ele disse aos policiais que foi rendido numa estrada de terra por assaltantes armados.
Igor ainda disse que os criminosos teriam roubado a caminhonete com a mulher dele, a advogada Patrícia Aggio Longo. Os policiais encontraram a caminhonete abandonada, com Patrícia agonizante, com dois tiros na cabeça. Ela chegou a ser socorrida num hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Os policiais encontraram também um vigia de um condomínio próximo ao local do crime. A testemunha disse ter visto um homem claro, de terno escuro e gravata, caminhando pela estrada. Levado para a delegacia, o vigia reconheceu o homem como sendo Igor. Na caminhonete, foram encontradas cartuchos de uma pistola, mesmo tipo de muniçao encontrada na casa do promotor. Igor entregou um paletó diferente do que usava no dia do crime para que a polícia pudesse analisar se havia resíduos de pólvora. Durante, a investigação, um detento chegou a assumir a morte de Patrícia, versão que não se sustentou.
O promotor chegou a ficar preso por mais de 40 dias no início das investigações, mas depois obteve a liberdade e estava foragido desde abril de 2001.
Como o acusado era Promotor de Justiça, o julgamento aconteceu no Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, sem a presença dele. Igor foi condenado por unanimidade a 16 anos e 4 meses de reclusão, pelos crimes de homicídio qualificado e de abortamento sem o consentimento da gestante e ainda foi expulso do Ministério Público. A defesa do promotor negou a autoria do crime e garantiu que ele se entregaria no dia seguinte. Mas isso nunca aconteceu.
Nos últimos anos, Igor Ferreira chegou a ser reconhecido algumas vezes, mas a polícia nunca conseguiu prendê-lo. No ano passado, a polícia acreditava que ele estaria morando no Chile. Uma mulher disse ter reconhecido o promotor num avião a caminho daquele país. Movimentações do cartão de crédito do promotor também indicaram que ele estava no Chile, mas a polícia não conseguiu localizá-lo.
Comentários:
Postar um comentário