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POR CATARINA ALENCASTRO
Ele argumenta que o ‘Congresso tem que mostrar uma resposta’ e irá ‘tentar’ votar

O deputado André Fufuca (PP-MA), presidente interino da Câmara, em sessão plenária da Casa - Jorge William / Agência O Globo
BRASÍLIA - Apesar de todas as dificuldades que a aprovação da reforma políticaenfrenta, o presidente interino da Câmara, deputado André Fufuca (PP-MA), permanece firme na missão de levar a votação a cabo na semana que vem, enquanto ainda estará no comando da Casa. Diante da impossibilidade de a matéria ser votada nesta quarta-feira, como estava previsto, Fufuca resolveu marcar três sessões para a próxima semana, quando haverá o feriado da Independência do Brasil.
O jovem de 28 anos que assumiu o posto no lugar de Rodrigo Maia (DEM-RJ) — o qual, por sua vez, está como presidente da República no lugar de Michel Temer (em viagem à China) —, convocou os deputados para sessões para as próximas segunda-feira (04/09), terça-feira (05/09) e quarta-feira (06/09).
— Convocamos sessão para segunda, terça e quarta justamente para podermos colocar adiante essa questão. A sociedade está ansiosa, o Congresso tem que mostrar uma resposta e nós iremos tentar na próxima semana. O feriado é no dia 7, estão convocadas três sessões na segunda, na terça e na quarta. O Congresso não irá se furtar de apresentar e defender a reforma política. Acredito que ela será votada — disse Fufuca na manhã desta quinta-feira.
Ontem, deputados e senadores vararam a madrugada para votar a nova meta fiscal, mas não concluíram a votação. Uma sessão do Congresso está marcada para terça-feira que vem às 19h para retomar o tema. A Câmara então terá de se desdobrar para votar a reforma política antes do feriado e em meio ao retorno da votação da meta fiscal. Não será fácil.
A reforma política está longe de ser consenso entre os partidos. Há duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) na pauta, e nenhuma das duas parece ter o apoio necessário para ser aprovada.
Fufuca também comentou sobre a possibilidade de o procurador geral da República, Rodrigo Janot, enviar uma nova denúncia criminal contra o presidente Michel Temer enquanto ele estiver no posto de presidente da Câmara.
Caso isso aconteça, a Câmara tem que dar encaminhamento à acusação, como aconteceu entre julho e agosto, quando os deputados rejeitaram a denúncia por corrupção passiva que Janot apresentou contra Temer.
— Não tem segredo, se a denúncia for feita enquanto eu estiver na interinidade nós daremos prosseguimento no que diz o regimento da Casa — disse Fufuca
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