terça-feira, 4 de outubro de 2016

POLÍTICA: Temer vê base parlamentar mais forte para apoiar ajuste após eleições

OGLOBO.COM.BR
POR MARIA LIMA / JANAÍNA FIGUEIREDO, CORRESPONDENTE / EDUARDO BRESCIANI

Presidente e aliados acreditam que cenário deve facilitar aprovação das medidas

Michel Temer, presidente - Christopher Goodney / Bloomberg

BUENOS AIRES e BRASÍLIA - O presidente Michel Temer, em visita à Argentina, ressaltou ontem o bom desempenho de partidos da base governista nas eleições municipais. Ele afirmou que o atual cenário político é positivo e deve facilitar a aprovação das medidas de ajuste fiscal no Congresso:
— Os partidos da base do governo tiveram uma vitória esplêndida em capitais e em municípios de todo o Brasil, e isso fortalece a nossa base parlamentar, especialmente agora que temos de aprovar algo fundamental para a recuperação do emprego, que é a proposta de emenda constitucional sobre teto dos gastos.
Aliados do governo, como o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), têm a mesma avaliação. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fará um pronunciamento amanhã e confirmará a prioridade de matérias de ajuste econômico na pauta de votações nas próximas três semanas, até o segundo turno das eleições, inclusive as já aprovadas na Casa e que podem ser alteradas na Câmara, como o novo Super Simples e a flexibilização do monopólio da Petrobras na exploração do pré-sal.
Para o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia (RN), o resultado fortalece o governo nas reformas, mesmo as mais impopulares:
— A derrota do PT (nas eleições de domingo) legitima as propostas de mudança e a agenda de salvação nacional.
‘BARULHO’ DA OPOSIÇÃO
O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, reconheceu o papel dos partidos da base, mas fez uma ressalva:
— Os partidos de oposição que voltarão derrotados ao Congresso vão fazer bastante barulho.
O líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), disse que o partido manterá oposição à PEC do teto dos gastos e criticou a mudança que permite investimentos maiores em saúde e educação apenas em 2017, “porque empurra o corte para os governos posteriores”.
— Temer quer gastar mais e deixar o corte para os outros — disse Florence.



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