sexta-feira, 7 de outubro de 2016

ECONOMIA: Estado do Rio negocia projeto para formalizar calamidade financeira

OGLOBO.COM.BR
POR LEILA YOUSSEF

Dornelles diz que equipe do Tesouro conclui nesta sexta análise das finanças do estado e nega intervenção branca do governo federal
O governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles: 'Não somos orgulhosos, nós aceitamos ajuda' - Jorge William / Agência O Globo

RIO - Em meio à grave crise financeira que abate do Estado do Rio, o governador em exercício, Francisco Dornelles, disse, na manhã desta sexta-feira ao GLOBO, que vai discutir com o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, o envio do projeto de lei para que seja reconhecido o estado de calamidade financeira já decretado em junho deste ano. A aprovação pelos parlamentares daria um lastro jurídico ao estado e o enquadraria em um artigo da Lei de Responsabilidade Fiscal que o eximiria de cumprir alguns limites sobre endividamento e teto de gastos.
Dornelles informou ainda que uma equipe de técnicos do Tesouro Nacional está no Rio com a tarefa apenas de realizar uma análise nas finanças do estado. A avaliação será concluída nesta sexta. O próximo passo será o anúncio de medidas mais duras em cima de despesas e receitas.
O governador em exercício disse que conversou logo cedo com o governador licenciado, Luiz Fernando Pezão, que esteve nesta quinta-feira em Brasília em reunião com o presidente da República, Michel Temer. Ele negou que tenha sido negociada uma intervenção "branca" do governo federal na administração estadual. Francisco Dornelles disse ainda que qualquer socorro ao estado é bem-vindo e negou a negociação de um socorro no volume de R$ 14 bilhões.
— Não há nada nesse sentido. O estado recebe de bom grado qualquer tipo de ajuda do governo federal. Não pedimos os R$ 14 bilhões e muito menos a intervenção. Pezão me ligou hoje preocupado e disse que não tocou no assunto - afirmou o governador em exercício, que acrescentou: — Não somos orgulhosos, nós aceitamos ajuda, mas sabemos que não teremos neste momento. O problema é que devemos tomar medidas nossas, corretivas, no campo das despesas e receitas.
Dornelles disse ainda que está fazendo o possível para evitar demissões.
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