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POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
Rebaixado para categoria 3, Matthew avança para Bahamas e EUA

Um homem empurra um carrinho de mão em uma rua inundada em Porto Príncipe, no Haiti - CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS
HAVANA — O furacão Matthew castigou Cuba, provocando o deslocamento de mais de 1,3 milhão de pessoas, depois de passar pela República Dominicana e pelo Haiti, onde deixou pelo menos nove mortos e milhares de evacuados, enquanto os Estados Unidos tomam medidas de prevenção. Considerada a maior tormenta no Caribe em quase uma década, Matthew avança para Bahamas e a costa americana, mas foi rebaixada da categoria 4 para 3 no início desta quarta-feira, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), que tem sede em Miami.
O furacão tocou terra no extremo leste da ilha cubana, pouco antes das 19h horas locais na terça-feira, com ventos de até 220 km/h. Além de Guantánamo, estão sob alerta de ciclone as províncias de Santiago de Cuba, Camaguey, Holguín, Granma e Las Tunas.
— Começaram as invasões do mar, com ondas calculadas de três a quatro metros de altura. Temos também chuva intensa, constante e ligeiras inundações — relatou Tony Matos, presidente do Conselho de Defesa Municipal de Baracoa, no departamento de Guantánamo, um dos mais atingidos.
Trajeto previsto do furacão Matthew

A tempestade é considerada a maior no Caribe em nove anos
Considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) a pior crise humanitária a atingir o Haiti desde o terremoto devastador de 2010, o furacão assolou Cuba e o Haiti golpeando cidades, terras de cultivo e balneários turísticos. Centenas de milhares de pessoas foram retiradas da trajetória da tempestade.
O Matthew cortou os meios de comunicação em muitas das áreas mais afetadas, incluindo a principal ponte que liga a maior parte do Haiti à península do sul, o que torna mais difícil avaliar a severidade de seu impacto no Haiti.
O país caribenho causa preocupação em especial porque dezenas de milhares de pessoas ainda vivem em barracas e habitações improvisadas desde o tremor de 2010, que matou mais de 200 mil pessoas.

Foto tirada no bairro inundado de La Puya, em São Domingos - ERIKA SANTELICES / AFP
DEZ MIL EM ABRIGOS
Mourad Wahba, vice-representante especial do secretário-geral da ONU para o Haiti, disse que “a maior parte da população” foi deslocada pelo Matthew e que pelo menos 10 mil pessoas estão em abrigos.
— O Haiti está enfrentando o maior evento humanitário testemunhado desde o terremoto seis anos atrás — afirmou.
A Heifer International, organização sem fins lucrativos que trabalha com famílias de agricultores no país, disse que as terras de cultivo e os negócios no caminho do Matthew foram devastados pela tempestade.
O governo dos EUA declarou estar pronto para ajudar as pessoas afetadas, e cerca de 300 fuzileiros navais partiram no navio USS Mesa Verde para levar socorro ao Haiti, informaram os fuzileiros no Twitter.
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