Da FOLHA.COM
DE RIBEIRÃO PRETO

As imagens de uma câmera de segurança podem auxiliar a perícia da Polícia Civil a detectar a velocidade do trem que descarrilou na tarde deste domingo (24) em São José do Rio Preto (438 km de São Paulo) e matou ao menos oito pessoas que estavam numa das duas casas atingidas.
Segundo uma fonte da polícia, a perícia já detectou uma falha nos freios da composição. O vídeo poderá ajudar se a falha no freio é que causou o acidente ou se o dano foi gerado após o descarrilamento. As análises da perícia devem ultrapassar os 30 dias previstos, segundo a fonte.
A câmera é da garagem de uma casa próxima ao local do acidente, na região central de São José do Rio Preto. As vítimas, de três famílias, participavam de um churrasco no momento do acidente. Outras oito pessoas ficaram feridas e foram socorridas em hospitais da cidade.
Os registros de velocidade e de comunicação, que podem identificar possíveis falhas, já foram entregues pela ALL (América Latina Logística), responsável pelo trem, à polícia. É uma espécie de "caixa preta", semelhante à dos aviões. A polícia também solicitou exames para saber se o maquinista estava embriagado.
No momento, dois guindastes trabalham para retirar os vagões tombados de cima das casas. Apesar de não haver a reclamação sobre desaparecidos, o Corpo de Bombeiros está no local para novas buscas de pessoas que podem ter sido atingidas pelo trem ou pela carga de milho.
Segundo a assessoria de imprensa da ALL, diretores da empresa viajaram na noite de ontem (24) a São José do Rio Preto. A empresa também informou que está "dando prioridade ao atendimento e suporte às vítimas".
Inicialmente, um assessor disse que se tratava do maior acidente envolvendo trens da empresa. Depois, horas mais tarde, a assessoria recuou e disse que não era possível fazer essa afirmação porque não havia um levantamento sobre as ocorrências envolvendo composições da ALL.
Na área urbana, a velocidade máxima permitida é de 40 km/h, segundo o delegado Hélio Fernandes dos Reis, que conduz as investigações sobre o acidente.
Em nota, a ALL diz que "lamenta profundamente a fatalidade ocorrida e se solidariza às famílias e vítimas."
Informou ainda que a velocidade dos trens é controlada por satélite e que a composição transitava dentro dos limites permitidos. "As causas do acidente serão investigadas por meio de uma sindicância", citou a empresa.
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