segunda-feira, 5 de outubro de 2009

POLÍTICA: Brust promete pedir mandato de Severiano

Do POLÍTICA LIVRE

O presidente estadual do PDT, Alexandre Brust, aceitou o desafio feito pelo deputado federal Severiano Alves, e confirmou, neste domingo, 4, que vai pedir na Justiça o mandato do parlamentar – que trocou o PDT pelo PMDB do ministro Geddel Vieira Lima –, assim como todos os cargos que Severiano ocupa no governo do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB). Segundo Brust, são mais de 100 postos que o ex-pedetista tem na prefeitura, beneficiando inclusive familiares.
Na última sexta-feira, ao ser informado de que o PDT iria pedir o seu mandato de volta, inclusive o do deputado federal Sérgio Brito, que foi para o PSC, Severiano Alves reagiu: “Vou esperar ver se eles vão ter coragem de querer tomar o meu mandato. Vou provar que eles não têm condição moral, nem ele nem o Lupi, de dirigir o partido”, disse Severiano, referindo-se ao presidente da legenda na Bahia e ao ministro do Trabalho e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Leia mais em
A Tarde.
Comentário: Onde está a coerência dos pedetistas?
O PDT recebeu há cerca de duas semanas as filiações dos "neo-socialistas" João Bonfim, Emério Resedá, Paulo Câmara (todos formados nas bases do carlismo) e Marcelo Nilo (egresso do PSDB), todos deputados estaduais, e do deputado federal José Carlos Araújo, também ex-integrante da tropa de choque de ACM. Todos infiéis às suas antigas legendas.
Recebeu-os, a todos, de braços abertos, numa festa que contou, inclusive, com a presença do Presidente nacional do PDT Carlos Lupi.
Do PDT saíram os deputados federais Sérgio Brito - que de há muito estava insatisfeito no partido, sem espaço político, desconfortável com as críticas contundentes do atual presidente da legenda ao Prefeito João Henrique a quem Sérgio é muito ligado por laços políticos, de amizade e familiares, e que já tentara sair ainda em 2008 - e Severiano Alves, ex-presidente do partido que foi defenestrado e apeado do poder partidário num golpe perpetrado por Lupi para colocar o PDT nos braços do Governador Jaques Wagner, já que Severiano era visceralmente contrário a esse projeto.
Está agora o PDT, através do seu novo Presidente Alexandre Brust, a dizer que vai exigir o mandato dos dois supostos infiéis.
Ora, está a faltar, no mínimo, coerência à direção pedetista. Se ela é contrária à infidelidade, ou, por outra, se defende com unhas e dentes a fidelidade partidária, não poderia e nem deveria ter aceitado infiéis de outros partidos, especialmente porque sequer socialistas foram ou são. Ao contrário, todos têm um passado de militantes da direita.
A alegação do Presidente Brust publicada nos jornais do fim de semana de que no caso dos deputados que entraram no PDT o problema da infidelidade é dos outros partidos e não do seu, soa como um verdadeiro deboche, um cinismo, dentro daquela velha máxima do "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço".
Deveria ela, a direção estadual do PDT, se utilizar de outra máxima, mais coerente e honesta: "o que eu não quero para mim, não quero para os outros"!
Está faltando, pois, coerência ao PDT e aos seus dirigentes.

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