segunda-feira, 17 de maio de 2010

POLÍTICA: Dilma e Geddel em saia justa na Bahia

Do BAHIA NOTÍCIAS

Não se sabe quem está na saia justa mais apertada: se Dilma Rousseff ou se o candidato Geddel Vieira Lima. A candidata de Lula demonstrou, de forma clara, no encontro do PT do final de semana, que não fica à vontade em dois palanques na Bahia. Elogiou o de Wagner e preferiu meio silêncio em relação ao de Geddel, mesmo constantemente provocada. Saía pela tangente: “O PMDB ainda não se definiu”. Verdade. O PMDB tem dificuldades em diversos estados da Federação, mas não consta que tenha na Bahia em relação a ela, Dilma. Tem sim, e forte, quando se refere ao governador Jaques Wagner. Aí, a situação muda de panorama e é antropofagia política pura. Como a Vox Populi demonstrou que Dilma lidera, ultrapassando Serra, se esse processo continuar, cada vez mais ela não dependerá de dois palanques. Assim posto, o problema é de Geddel Vieira Lima. (Samuel Celestino)
Comentário: o PMDB nacional ainda não "bateu o martelo" com relação ao apoio a Dilma, e tanto o é que não foi anunciado o nome de Michel Temer como candidato a vice, muito embora reunião tivesse sido marcada com esse fim.
No sul do país o PMDB está rebelado: no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo já se definiu pelo apoio a Serra ou por uma candidatura própria. Em Minas o assunto está sendo tratado em "banho-maria", pois depende de um acordo com o PT. Em Pernambuco está com Serra.
Geddel por razões éticas defende dentro do PMDB nacional o apoio a Dilma, afinal, foi Ministro de Lula e fez o seu sucessor no Ministério da Integração Nacional.
O apoio de Geddel, e consequentemente do PMDB da Bahia. a Dilma é fator determinante para a aliança PT-PMDB em nível nacional. Mas é um preço caro demais para Geddel, e ele sabe disso, pois terá que dividir o palanque de Dilma com o PT, e não resta e nem restará dúvida da preferência pessoal da candidata de Lula por Jaques Wagner, ainda que ela não o declare publicamente. Mas essas demonstrações de "preferência", não verbalizadas mas já observadas, não são engolidas pelo PMDB...
Por outro lado, o apoio de Geddel a Serra na Bahia poderia aglutinar todas as forças de centro e de centro-esquerda numa única candidatura de oposição a governador, com Geddel, Imbassahy, César Borges e Paulo Souto, numa chapa praticamente imbatível.
Curioso é notar que o PMDB e a coligação PSDB-DEM lançaram, cada, apenas um pré-candidato ao Senado. Será uma mera coincidência?

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