segunda-feira, 14 de setembro de 2009

POLÍTICA: PDT fecha acordo com governo, mas divide legenda

Da TRIBUNA DA BAHIA

Fernanda Chagas
O arrastado acordo entre o PDT e o governo Jaques Wagner (PT), que durou nada menos que 2 anos e 8 meses para sair, enfim, se concretizou, mas acabou por dividir a legenda. A possível entrada de até quatro deputados na sigla não agradou aos deputados estaduais brizolistas que buscam a reeleição - Roberto Carlos e Euclides Fernandes, que temem perder votos com as novas filiações. Mas, não para por aí. Militantes que seriam candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa em 2010, principalmente no interior baiano, também já ensaiam deixar o partido. O discurso dos pré-candidatos sem mandato é que não querem servir de escada para ninguém.
No entanto, ainda assim, já é dada como certo o desembarque do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, para a legenda, assim como já se cogita a ida de Emério Resedá (PSDB), Paulo Câmera (PTB) e João Bonfim (DEM), que são da base do governo desde o primeiro momento, embora em partidos da oposição.
A decisão, conforme circula nos bastidores, foi praticamente imposta pelo presidente nacional licenciado do PDT, ministro Carlos Lupi, pois contraria o desejo dos deputados estaduais do partido, que só aceitam a ida de Nilo, por entenderem que, com os novos correligionários, seus mandatos correm risco no próximo pleito.
Agora, Euclides Fernandes e Roberto Carlos, juntamente com Jurandy Oliveira, que é do PRTB, mas faz parte informalmente da bancada pedetista, vão estudar a situação para ver que decisão tomam até o dia 2 de outubro, fim do prazo de filiação para quem deseja disputar as eleições.
O presidente nacional da legenda, ministro do Trabalho, Carlos Lupi, por sua vez, reitera que “um partido que quer crescer não pode rejeitar” nomes de expressão. Identificando um dos parlamentares descontentes, destacou o papel de Roberto Carlos na história do partido e disse que estará em Juazeiro na campanha para ajudá-lo na reeleição.
Vale ressaltar que, em prol do casamento com o governo estadual, a direção nacional do PDT interveio na direção estadual da legenda. Isso tudo depois que o presidente regional do partido, deputado federal Severiano Alves, negou-se a continuar negociando com os governistas alegando que eles queriam fazer imposições descabidas. O resultado foi Severiano substituído por Alexandre Brust.

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