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POR ANDREA FREITAS
Projeções para o PIB deste ano e do próximo pioram

- Daniel Marenco / Agência O Globo
RIO - Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) melhoraram a expectativa para a inflação deste ano, deixando a taxa abaixo de 7% pela primeira vez desde 29 de abril. Segundo o relatório Focus, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar dezembro em 6,89%. Por outro lado, as projeções para o desempenho da economia neste ano e no próximo pioraram. Em 2016, o tombo deve ser de 3,22%. Em 2017, deve haver um crescimento de 1,23%.
O levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo BC reduz a previsão para o IPCA deste ano de 7,01% para 6,89%. Foi a sexta melhora seguida na projeção do mercado financeiro. A última vez que os analista previram que a inflação deste ano poderia ficar abaixo de 7% foi em 29 de abril, quando a expectativa era de uma taxa de 6,94%, segundo o Focus.
Apesar disso, se o resultado de 2016 ficar de fato neste patamar, será a segunda vez seguida que a inflação encerrará o ano acima do teto da meta estabelecida pelo governo. A meta anual é de 4,5%, podendo variar dois pontos para cima ou para baixo. Em 2015, a inflação ficou em 10,67%.
O resultado do Focus desta segunda-feira não reflete a prévia oficial da inflação, o IPCA-15, divulgada na última sexta-feira pelo IBGE. A taxa desacelerou para 0,19% em outubro, após registrar 0,23% em setembro. O resulltado foi o menor para o mês desde 2009, quando ficou em 0,18%. Em outubro de 2015, os preços haviam variado 0,66%. No ano, o índice acumula alta de 6,11% e, nos últimos 12 meses, de 8,27%.
Para o ano que vem, os analistas preveem no Focus divulgado hoje uma taxa de inflação de 5%, abaixo do 5,04% indicado na semana passada. Foi a terceira redução consecutiva. O resultado se aproxima do centro da meta de inflação, que também é de 4,5%, mas a variação tolerada em 2017 pelo BC será menor, de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Apesar da inflação mais amena, os analistas mantiveram a expectativa para a taxa básica de juros neste ano em 13,50%. A projeção da Selic para 2017 também foi mantida inalterada — pela sétima semana seguida — em 11% ao ano.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou os juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. Foi a primeira redução da taxa básica em quatro anos. O colegiado também deixou aberta a possibilidade de intensificar o corte da Selic nos próximos encontros. Isso dependerá de uma redução mais robusta dos preços livres, mais sensíveis às oscilações dos juros, e da rápida tramitação do ajuste fiscal no Congresso, que ainda "envolve incertezas", na expressão dos diretores.
Já o desempenho da economia previsto para este ano voltou sofrer leve alteração para pior: a terceira seguida. Os analistas preveem um tombo de 3,22% no Produto Interno Bruto (PIB) em vez dos 3,19% da semana anterior. Para o ano que vem, a previsão da semana passada também foi piorada, passando de expansão de 1,30% para 1,23%.
A cotação do dólar frente ao real no fim deste ano recuou um pouco, passando de R$ 3,25 para R$ 3,20. Para dezembro de 2017, o câmbio foi mantido como na semana anterior, em R$ 3,40.
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