OGLOBO.COM.BR
POR O GLOBO / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
França, Alemanha e Itália defendem planejamento para novo impulso ao projeto europeu

Sarkozy, Merkel e Renzi fazem pronunciamento conjunto sobre Brexit em Berlim - Markus Schreiber / AP
BERLIM — Em um encontro para discutir a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), líderes europeus afirmaram que não haverá diálogos formais ou informais com o governo britânico até que o pedido de saída do bloco seja formalizado pela ativação do Artigo 50. A declaração veio em um pronunciamento conjunto da chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.
— Estamos de acordo sobre isso, não haverá discussões formais ou informais sobre a saída do Reino Unido da UE enquanto não houver pedido de saída da UE ao Conselho Europeu — declarou Merkel em Berlim.
No entanto, os políticos também pediram que o processo do Brexit seja conduzido sem demora.
— Nós não devemos perder tempo para negociar de forma apropriada a questão da saída do Reino Unido e para providenciar um novo ímpeto para a UE — disse Sarkozy.
Os três países também querem propor aos outros membros do bloco um novo impulso ao projeto europeu em vários âmbitos, segundo Merkel:
— Vamos apresentar uma proposta a nossos colegas para dar um novo impulso ao projeto europeu em diferentes âmbitos nos próximos meses.
Mais cedo, o premier britânico, David Cameron, avisou que deixará a missão de iniciar formalmente os dois anos de procedimentos para a retirada do bloco ao seu sucessor, cujo nome ainda não é conhecido e assumirá no cargo em outubro.
Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro anunciou a criação de uma unidade especial no governo britânico para implementar o Brexit. O seu porta-voz esclareceu ainda que a realização de um segundo referendo “não está nem remotamente em jogo”.
Após a derrota da sua campanha pela permanência britânica no bloco europeu, Cameron renunciou ao cargo na sexta-feira. O nome do seu sucessor deverá ser conhecido até 02 de setembro.
Dois deputados conservadores aparecem como possíveis sucessores. O primeiro é Boris Johnson, ex-prefeito de Londres que liderou a campanha contra a UE. A segunda é Theresa May, ministra de Interior ligada a Cameron, que poderá se beneficiar da vontade de revanche contra Johnson de parte do seu partido.
Cameron descarta segundo referendo sobre saída do Reino Unido da UE
Otan ficou mais importante sem Reino Unido na UE, diz secretário-geral
Reino Unido registra mais de 100 episódios de xenofobia pós-Brexit
Produção cultural deve ficar mais difícil e cara com saída do Reino Unido da UE
Comentários:
Postar um comentário