Do BAHIA NOTÍCIAS
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) defendeu neste domingo (10) a posição do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, que não admite revisão na terceira versão do programa nacional do segmento. Um capítulo do plano cria a “comissão da verdade” para apurar torturas praticadas pelos militares. O fato foi considerado “revanchista” pelo titular da Defesa, Nelson Jobim, e pelas Forças Armadas, que pretendem revisar o texto para que a esquerda armada do período de ditadura também seja investigada. "Quem censurou, quem prendeu sem ordem judicial, quem cassou mandatos e quem apoiou a ditadura militar estão anistiados. No entanto, quem torturou cometeu crime de lesa-humanidade deve ser punido pelo Estado como quer a nossa Constituição", declarou o presidente da OAB, Cezar Britto. Já o chefe da entidade no Rio de Janeiro, Wadih Damous, diante da ameaça de demissão de Vannuchi, sugeriu uma fórmula mais radical. "Se é para haver demissões no governo, que sejam as primeiras as do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos chefes militares", disse.
Comentários:
Postar um comentário