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POR LETÍCIA FERNANDES
Petista foi abraçada por simpatizantes que fizeram ato de despedida

A ex-presidente Dilma Rousseff cumprimenta militantes ao deixar o Palácio da Alvorada - André Coelho / Agência O Globo
BRASÍLIA - Acompanhada por senadores e ex-ministros, a ex-presidente Dilma Rousseff deixou o Palácio da Alvorada por volta das 15h30 desta terça-feira. Ao passar pelo portão da residência, Dilma saiu do carro e falou com militantes que a aguardavam do lado de fora. A petista foi abraçada por simpatizantes e apenas agradeceu o carinho:
— Muito obrigada — disse, respondendo aos militantes.
Enquanto Dilma abraçava as cerca de 200 pessoas que a aguardavam na porta do Alvorada, alguns de seus ex-ministros, entre eles Kátia Abreu, José Eduardo Cardozo, Jaques Wagner e Ricardo Berzoini, filmavam os últimos momentos da ex-presidente em Brasília.
Uma multidão se formou em volta de Dilma, entre simpatizantes e jornalistas. Houve confusão quando seguranças da presidência da República deram socos em pelo menos dois fotógrafos, além de terem dado choque em outro jornalista, na tentativa de abrir caminho para a ex-presidente passar.
À espera de Dilma e sob sol forte, os manifestantes cantaram o jingle "Lula lá", da campanha do ex-presidente Lula, gritaram "Fora, Temer" e prometiam resistência ao governo de Michel Temer: "Não tem arrego, você mexe com o meu voto e eu tiro o seu sossego". Mulheres também espalhavam pétalas de rosas vermelhas e amarelas.
No avião da FAB, Dilma levará boa parte de seus objetos pessoais, e o restante seguirá em quatro caminhões-baú, que chegaram ao Alvorada na manhã deste terça. A frota foi alugada ao custo de R$ 15 mil cada um, e tem capacidade de 18 toneladas.
Os livros de sua extensa biblioteca, móveis pessoais e outros pertences da ex-presidente serão transportados e pagos, como é praxe, pelo governo federal.
Antes da despedida, Dilma recebeu a visita dos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Jorge Viana (PT-AC) e o ex-ministro Miguel Rossetto, que viajará para Porto Alegre com a petista.
- Ela vai sair de cabeça erguida, foi injustiçada por um Congresso que não tem autoridade moral para julgar a presidente Dilma. Vocês vão ver a mesma Dilma guerreira deixando o Palácio da Alvorada - afirmou Lindbergh.
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