Por Samuel Celestino - BAHIA NOTÍCIAS

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Não poderia ser outro senão o resultado da avaliação realizado pelo Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu) em reação a Salvador, que ficou colocada na 16ª posição, muito além de outras capitais, a começar, com destaques positivos, para Vitória, do Espírito Santo, seguida de Goiânia (GO), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). A capital do Estado da Bahia que já foi um marco nos anos 40/50, numa época em que era cantada em prosa e verso, hoje se transformou num espectro marcada pela violência e pelo desemprego que a colocam entre um das piores capitais do país. Se fosse avaliada também em relação a esses fatores, provavelmente ficaria numa colocação muito além da 16ª posição. O levantamento é inédito. Foi efetuado pelo Observatório das Metrópoles, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro que, para o conhecimento, está nos dados que o “Bahia Notícias” expõe nesta terça-feira (27) (veja aqui). Por ser uma capital carente de indústrias, Salvador não gera os empregos necessários, o que leva sua população a um marco de algo em torno de 30%, ou mais, posto que não há conhecimento de dados sobre o desemprego. A capital do Estado tem em torno de três milhões de habitantes e o desemprego, presume-se que seja de um terço desse total. Aí estão as consequências da violência que a cada dia ganha corpo, atingindo a população de maneira geral. Não se trata somente do que acontece no Rio de Janeiro e que agora também avança em Porto Alegre, além de outras capitais como Salvador. Até 40 anos atrás era considerada uma capital com certa tranquilidade. Com o desemprego que ocorre no país e a violência que aumenta também aqui, estabelece-se o temor de sair à noite. O país vai de mal a pior e Salvador segue na sua esteira.
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