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ECONOMIA & NEGÓCIOS E AGÊNCIA ESTADO
Resultado histórico para o mês, no entanto, não foi suficiente para conseguir reverter déficit anual, de US$ 916 milhões em sete meses
A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 1,575 bilhão no mês de julho - divulgou nesta sexta-feira, 1°, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). O resultado positivo foi obtido da diferença entre exportações (recordes para o mês) de US$ 23,025 bilhões; e importações de US$ 21,450 bilhões.
A média diária de exportação ficou acima de US$ 1 bilhão em junho e em julho de 2014, de acordo com o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do MDIC, Roberto Dantas. "Isso mostra o dinamismo das exportações nos últimos dois meses", destacou. Esse desempenho pode ser explicado, principalmente, pela alta nos embarques de produtos básicos, sobretudo petróleo (leia mais abaixo). A venda de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 866 milhões também ajuda a fechar essa conta.
No acumulado do ano, no entanto, o resultado comercial brasileiro ainda é negativo. Entre janeiro e julho, o déficit foi de US$ 916 milhões.
O resultado mensal ficou dentro do intervalo das expectativas do levantamento do AE Projeções, serviço da Agência Estado que consultou 26 instituições do mercado financeiro. As previsões variavam entre déficit de US$ 450 milhões e superávit de US$ 1,800 bilhão. O resultado ficou acima da mediana positiva de US$ 834 milhões.
Recorde. O recorde obtido nas exportações em meses de julho é explicado pelo recorde isolado do setor de produtos básicos. Foram exportados o equivalentes a US$ 11,631 bilhões de produtos, em alta de 16,5% sobre julho do ano passado. Houve aumento de 276% nos embarques de petróleo em bruto. Também subiram as exportações de café em grão, carne bovina, carne de frango, carne suína e soja em grão.
As vendas externas de manufaturados cresceram apenas 0,6%, puxadas por tubos de ferro fundido, uma plataforma de petróleo, óxidos e hidróxidos de alumínio e motores e geradores elétricos. As exportações de semimanufaturados subiram 18% em julho ante julho de 2013, principalmente, por conta de semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido, ferro-ligas, couros e peles, açúcar em bruto e óleo de soja em bruto. Por causa do aumento das exportações de petróleo em bruto, aviões e outros, as vendas para os Estados Unidos subiram 24,1% no mês passado.
Para a Ásia, o crescimento foi de 15,8%, sendo que para a China houve uma expansão de apenas 1%. A China, porém, continua o maior comprador de produtos brasileiros. Por outro lado, as exportações para o Mercosul tiveram queda de 7,5%. Somente para a Argentina, o Brasil vendeu 33,5% menos que em julho de 2013. Para a União Europeia, as exportações brasileiras sofreram queda de 3,1%.
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