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Com AGENCIAS INTERNACIONAIS
Campanha eleitoral termina nesta quinta-feira; último discurso de Maduro terá a presença do Maradona

Um desenho do candidato Nicolás Maduro segurando um pássaro e um boneco inflável do Chávez colore as ruas de Caracas - Ramon Espinosa / AP
CARACAS - Os candidatos à presidência da Venezuela, Nicolás Maduro e Henrique Capriles, encerram nesta quinta-feira a breve campanha eleitoral que antecede as eleições deste domingo. Na quarta-feira, pelo menos 14 pessoas ficaram feridas em confronto entre opositores e chavistas durante um ato de Capriles na cidade de Mérida. De acordo com informações do jornal “El Universal”, militantes que apoiam o presidente em exercício saíram às ruas para “amedrontar” as pessoas que participaram da concentração do líder opositor.
- Motorizados, vestidos de vermelho e com os rostos tampados, agrediam as pessoas que saíram correndo. E inclusive tentaram aprisionar algumas pessoas em um portão de ferro com acesso ao estacionamento do Palácio Arcebispal. A força foi tanta que derrubou o portão e caiu em cima de três pessoas: um padre, uma professora e um senhor, que foi levado imediatamente para o hospital - relatou o arcebispo de Mérida, Baltazar Porras.
Nesta quinta de manhã, os seguidores de Maduro começaram a se reunir em vários pontos de Caracas para assistir à concentração que vai encerrar sua campanha. Maduro viajou do Estado de Lara a Zulia e voltará a capital na tarde para o seu último discurso eleitoral, que terá a participação do astro argentino de futebol, Diego Maradona. Já Capriles fará seu último comício em Lara, a 400 quilômetros de Caracas.
- Chegou à Venezuela para nos acompanhar no apoteótico fechamento da campanha que vamos fazer amanhã (quinta), em sete avenidas de Caracas, a estrela do futebol Diego Armando Maradona, grande amigo da Venezuela...os amigos da Venezuela estão chegando de todo o mundo para serem protagonistas da grande vitória das forças de Chávez - disse Maduro.
Apesar de Maduro já ter praticamente cantado vitória, a oposição tem demonstrado força. Capriles, em entrevista ao GLOBO, disse que a dificuldade de Maduro em mobilizar chavistas pode decidir as eleições de 14 de abril.
- Hoje me atrevo a dizer que ganharemos - afirmou o candidato da oposição em entrevista à enviada especial Janaína Figueiredo.
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