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“As provas apresentadas e a reconstituição são um atentado contra a ciência, sobretudo contra a física”, defende o professor aposentado de física da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Francisco Santana, sobre as provas de acusação contra o casal Nardoni. Santana lecionou, por 30 anos, física IV, física nuclear e relatividade restrita, dentre outras disciplinas, no Instituto de Física. Ele mantém contato com o pai do réu, Antônio Nardoni, via e-mail. A primeira crítica de Santana é quanto ao corte feito na rede de proteção. A do dia do crime mostra um corte horizontal, conforme consta na página 819 dos autos. Porém, na reconstituição, o Núcleo de Perícias em Crimes contra a Pessoa do Instituto de Criminalística (IC) utilizou uma rede com corte vertical, como demonstrado nas páginas 713 a 734 do processo. “Eles alteraram este ponto para negar a versão de Nardoni e favorecer a deles. Se fossem meus alunos, por terem criado provas para provar o que queriam, tirariam zero”, ironizou o professor. Quanto à queda da menina, afirma que, se tivesse sido segurada pelas mãos e depois solta, Isabella não cairia a 90 centímetros de distância da parede do prédio. “A velocidade inicial do movimento igual a zero é incompatível com esta distância final. Se tivesse existido esta versão da perícia, a distância seria igual a zero e a vítima cairia de pé. Mas eles mostram que a menina caiu a 90 centímetros e batendo primeiro a bacia”, explica. Ele diz ainda que, se a menina foi lançada desacordada, os esfregões aludidos pela perícia não poderiam ter acontecido, “pois a pressão sobre a parede seria zero”. Para o professor, é absurdo dizer que a menina sofreu as fraturas quando supostamente foi lançada ao chão pelo pai, a uma distância de 1,2 m, e não tenha sofrido nenhuma outra ao cair de uma altura de 18 metros. “Na primeira hipótese, a força realizada pela pessoa seria 15 vezes menor que a da queda livre, de quase cinco mil joules”, observa. Informações do A Tarde.
“As provas apresentadas e a reconstituição são um atentado contra a ciência, sobretudo contra a física”, defende o professor aposentado de física da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Francisco Santana, sobre as provas de acusação contra o casal Nardoni. Santana lecionou, por 30 anos, física IV, física nuclear e relatividade restrita, dentre outras disciplinas, no Instituto de Física. Ele mantém contato com o pai do réu, Antônio Nardoni, via e-mail. A primeira crítica de Santana é quanto ao corte feito na rede de proteção. A do dia do crime mostra um corte horizontal, conforme consta na página 819 dos autos. Porém, na reconstituição, o Núcleo de Perícias em Crimes contra a Pessoa do Instituto de Criminalística (IC) utilizou uma rede com corte vertical, como demonstrado nas páginas 713 a 734 do processo. “Eles alteraram este ponto para negar a versão de Nardoni e favorecer a deles. Se fossem meus alunos, por terem criado provas para provar o que queriam, tirariam zero”, ironizou o professor. Quanto à queda da menina, afirma que, se tivesse sido segurada pelas mãos e depois solta, Isabella não cairia a 90 centímetros de distância da parede do prédio. “A velocidade inicial do movimento igual a zero é incompatível com esta distância final. Se tivesse existido esta versão da perícia, a distância seria igual a zero e a vítima cairia de pé. Mas eles mostram que a menina caiu a 90 centímetros e batendo primeiro a bacia”, explica. Ele diz ainda que, se a menina foi lançada desacordada, os esfregões aludidos pela perícia não poderiam ter acontecido, “pois a pressão sobre a parede seria zero”. Para o professor, é absurdo dizer que a menina sofreu as fraturas quando supostamente foi lançada ao chão pelo pai, a uma distância de 1,2 m, e não tenha sofrido nenhuma outra ao cair de uma altura de 18 metros. “Na primeira hipótese, a força realizada pela pessoa seria 15 vezes menor que a da queda livre, de quase cinco mil joules”, observa. Informações do A Tarde.
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