sexta-feira, 4 de novembro de 2011

MUNDO: Pelo segundo dia, Síria usa tanques para reprimir protestos após aceitar plano da Liga Árabe

De O Globo

Com agências internacionais

AMÃ e BEIRUTE - Pelo segundo dia após o governo da Síria aceitar uma proposta da Liga Árabe para dar fim à violência contra protestos da oposição, forças de segurança do regime de Bashar al-Assad abriram fogo com tanques em um bairro pobre na cidade de Homs. Na quinta-feira, o ataque matou ao menos 24 pessoas. Nesta sexta, pelo menos sete manifestantes foram mortos em Homs e em Kanaker, a 30 quilômetros da capital Damasco. Desafiando a violenta repressão, ativistas convocaram grandes manifestações para esta sexta para testar o plano da Liga Árabe.
- Que a sexta seja o dia em que todas as ruas e praças se tornem plataformas para manifestações, e para a luta pacífica para alcançar a queda do regime - disse um ativista do grupo Comitês de Coordenação Local.
Terceira maior cidade da Síria, com 800 mil habitantes, Homs foi transformada numa das áreas mais sangrentas do país. Uma testemunha, que pediu para não ser identificada, disse ter visto dezenas de corpos de civis com marcas de balas no Hospital Nacional da cidade, controlado pelas forças de segurança
O ministro da Saúde, Wael Nader Halki, negou denúncias de que forças de segurança estariam entrando em hospitais para prender manifestantes. As acusações estão em um relatório da Anistia Internacional, divulgado na semana passada.
O governo Assad atribui a violência a terroristas muçulmanos e a gangues armadas que, segundo eles, mataram 1.100 soldados e policiais desde o início da revolta popular que já dura oito meses.
Ao aceitar o plano proposto pela Liga Árabe para tentar conter a violência, que já deixou mais de 3 mil mortos segundo a ONU, o governo sírio se comprometeu a soltar todos os presos políticos no país e dar início a um diálogo com a oposição em duas semanas.
A proposta também pedia o recuo dos militares e determinava a autorização para a entrada de jornalistas estrangeiros, grupos de defesa dos direitos humanos e representantes da Liga Árabe, que poderiam monitorar a situação no país. Muitos sírios se mostraram céticos em relação ao cumprimento das medidas. Oposição se reúne com Liga Árabe
O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, falou aos membros do Conselho Nacional, principal grupo de oposição, sobre o plano no Cairo.
- Não conversamos com o secretário-geral sobre um diálogo com o regime - disse Samir Nashar, membro do Conselho, após a reunião. - Conversamos sobre as negociações com as autoridades para passar de um sistema totalitário para um democrático, e exigimos que o presidente Assad deixe o poder.
Os críticos de Assad recusaram as ofertas anteriores de diálogo. Alguns disseram que a violência precisa parar antes e outros afirmaram que apenas a renúncia dele é capaz de encerrar o conflito.

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