terça-feira, 26 de junho de 2012

DIREITO: TRF1 - Aprovado em concurso público para cadastro de reserva não tem direito à nomeação em caso de contratação de empresa terceirizada


A 5.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região negou recurso apresentado por um candidato aprovado em concurso da Caixa Econômica Federal (CEF) para o cargo de advogado júnior. Buscava o autor a anulação do edital de credenciamento n.º 27 para contratação de sociedade de advogados para prestar serviços jurídicos de natureza contenciosa e consultiva ao Jurídico Regional de Manaus, bem como sua admissão para o cargo pretendido.
No recurso, o autor alega que a contratação de serviços terceirizados de advocacia, indiretamente, “fulmina qualquer possibilidade de convocação dos candidatos aprovados no certame”. Segundo ele, a CEF utiliza-se dessa via irregular para suprir suas necessidades em detrimento dos candidatos aprovados em seus concursos.
Sustenta que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que, se a Administração Pública, ao invés de convocar candidato aprovado em concurso público, contratar de forma terceirizada o serviço, nasce para o candidato o direito líquido e certo à sua nomeação. Com esses argumentos, requereu a reforma da sentença proferida pela primeira instância.
Para a relatora, desembargadora federal Selene Maria de Almeida, não há razões para que se modifique a sentença dada. “Entendo que a contratação de sociedades de advogados pela CEF não faz surgir para o autor o direito de ser contratado, mormente porque não restou demonstrada a ocorrência de preterição, nem devidamente comprovadas quaisquer irregularidades em tais contratos”, afirmou.
Em seu voto, a magistrada citou jurisprudência do próprio TRF da 1.ª Região no sentido de que “somente em caso de inversão na ordem de convocação ou qualquer outra forma de preterimento, o que antes era apenas expectativa de direito transmuda-se em direito subjetivo. No entanto, não foi isso o que se verificou na espécie em exame”.
A desembargadora Selene Maria de Almeida finalizou seu voto destacando que “uma vez que não houve preterição na contratação dos candidatos aprovados no concurso de 2006, nem se pode concluir que existiam vagas a serem preenchidas pela CEF, não se configura o direito subjetivo do autor em ser contratado para o cargo pretendido, mantendo-se a situação de mera expectativa de direito”. Com tais fundamentos, a 5.ª Turma, de forma unânime, negou provimento ao agravo regimental.
Processo n.º 0006606-33.2010.4.01.3200/AM

segunda-feira, 25 de junho de 2012

EDUCAÇÃO: OAB reprova 18 cursos jurídicos que buscam reconhecimento no MEC


Do MIGALHAS






A Comissão Nacional de Educação Jurídica do Conselho Federal da OAB reprovou 18 cursos jurídicos que buscavam o reconhecimento no MEC.
De 19 pedidos, apenas um recebeu parecer favorável (a Faculdade Nobre de Feira de Santana – Feira de Santana/BA), enquanto de dez pedidos para renovação de reconhecimento, seis receberam votos a favor e quatro contra. A Comissão manifestou-se desfavorável a um pedido de autorização.
Veja os 18 cursos que obtiveram parecer desfavorável:
1. Faculdade Anhanguera de Jundiaí – Jundiaí/SP
2. Instituto de educação superior Raimundo Sá – Picos/PI
3. Faculdade do Norte Pioneiro – Santo Antonio da Platina/PR
4. Faculdade Cambury – Goiânia/GO
5. Universidade do Grande Rio Prof. José de Souza Herdy – Duque de Caxias/RJ
6. Faculdade Maranhense São José dos Cocais – Timon/MA
7. Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre – Porto Alegre/RS
8. Faculdade Dom Pedro II – Salvador/BA
9. Faculdade do Sul – Itabuna/BA
10. Centro Universitário São Camilo – Cachoeira do Itapemirim/ES
11. Faculdade de Palmas – Palmas/TO
12. Faculdade de Campo Grane – Campo Grande/MS
13. Faculdade Pan Amazônica – Belém/PA
14. Faculdade do Sudoeste Mineiro – Juiz de Fora/MG
15. Faculdade de Foz do Iguaçu – Foz do Iguaçu/PR
16. Faculdade Sergipana – Aracaju/SE
17. Faculdade do Estado do Maranhão – São Luís/MA
18. Faculdade de Administração Escola Superior Prof. Paulo Martins – Brasília/DF
Faculdades que recebem parecer favorável para renovação:
1. Universidade Federal da Pernambuco – Recife/PE
2. Universidade Federal Fluminense – Niterói/RJ
3. Universidade de Cuiabá – Cuiabá/MT
4. Universidade Federal do Ceará – Fortaleza/CE
5. Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – Campina Grande/PB
6. Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória/ES
Faculdades que receberam parecer desfavorável para renovação:
1. Faculdade de Ciências Sociais de Florianópolis – Florianópolis/SC
2. Faculdade Maurício de Nassau – Recife/PE
3. Instituto Pernambucano de Ensino Superior – Recife/PE
4. Faculdades Integradas Claretianas – Rio Claro/SP
A Faculdade América Latina – Caxias/RS recebeu parecer desfavorável para pedido de autorização.
Cabe à OAB, de acordo com a legislação, opinar previamente nos processos de criação, reconhecimento ou credenciamento de faculdades junto ao MEC. Os pareceres da Comissão, apesar de sua previsão legal, têm caráter meramente opinativo (e não vinculativo) junto ao MEC. Dentre os critérios da OAB para justificar a abertura de um curso jurídico destacam-se o projeto educacional da faculdade, a qualidade do corpo docente, a estrutura física e se a instituição atende ao requisito social exigido para seu funcionamento.  

MUNDO: El Gobierno uruguayo da un primer paso para asumir el control sobre la marihuana


Do MIGALHAS LATINOAMERICA

El Gobierno de Uruguay anunció ayer que está redactando una ley mediante la cual el Estado asumirá "el control estricto" de la producción y distribución de la marihuana en el país. La medida forma parte de otras 15 que el Ejecutivo aún está ultimando para combatir la inseguridad ciudadana. Aunque la principal preocupación del Gobierno es el tráfico y consumo de lo que se conoce como pasta base, con la legalización de la marihuana pretende restar un amplio margen de beneficio a los narcos.
El ministro de Defensa de Uruguay, Eleuterio Fernández Huidobro, encargado de anunciar ayer el plan, indicó que el Gobierno pretende fomentar un debate sobre el asunto en el país antes de enviar el proyecto de ley al Parlamento para su aprobación. "La prohibición de ciertas drogas, le está generando al país más problemas que la droga misma", señaló.
Antes de dar ese paso, el Gobierno estudiará bien cuáles son las implicaciones internacionales que pueda generar la medida, de forma que Uruguay no sea acusado entre los países vecinos como "un centro de distribución de droga". Huidobro señaló que casi el 10% de los 3,3 millones de uruguayos ha consumido en algún momento marihuana.
El ministro ha anunciado que "la lucha por la legalización va a ser política exterior del Uruguay", después de, ha dicho, la "errónea decisión" del presidente de Estados Unidos Richard Nixon hace 40 años al declarar "una guerra que ha sido ganada por los narcos". De aprobarse la propuesta, Uruguay se convertiría en el primer país de América Latina en revertir el modelo prohibicionista frente a las drogas.
La medida ha sido cuestionada por la oposición, que considera que solo agravaría el consumo de estupefacientes o que es una forma errónea de atacar el problema de la inseguridad. El opositor Partido Colorado, con el apoyo de algunos miembros del también opositor Partido Nacional, ha presentado este año unas 367.000 firmas al Parlamento para convocar a un referéndum con el que pretende bajar la edad de imputabilidad penal a los 16 años como medida contra la delincuencia juvenil.
Según un estudio realizado por las Naciones Unidas en 2010, casi uno de cada cuatro delitos cometidos por adolescentes recluidos en centros se menores en Uruguay estuvieron vinculados al consumo de alcohol o droga, o se cometieron para comprarlos.
(Publicado por EFE, 20 junio 2012)

ECONOMIA: Petrobras cai quase 5% e puxa Bovespa para baixo; dólar sobe


De OGLOBO.COM.BR

O Globo, com agências

Mercado reagiu negativamente ao reajuste de gasolina e diesel feito pela petrolífera

Segurança em corretora na China STRINGER/CHINA / REUTERS
RIO — As bolsas internacionais operavam em forte queda nesta segunda-feira, sob expectativa da próxima reunião dos líderes da União Europeia no fim da semana. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caía também, puxada principalmente por Petrobras. Vale, OGX Petróleo e bancos contribuíam também em menor escala para a desvalorização. Por volta de 11h, o Ibovespa, referência do mercado brasileiro, caía 1,83%, aos 54.423 pontos.

Mesmo depois do reajuste de 7,8% no preço da gasolina e de 3,9% no diesel, as ações da Petrobras operavam em forte queda. A preferencial (PN, sem direito a voto) da petrolífera caía 4,96%, a R$ 18,58, enquanto a ordinária (ON, com direito de voto) retrocedia 4,91%, a R$ 19,17. Vale PN recuava 1,52%, a R$ 38,22. OGX Petróleo ON tombava 4,43%, a R$ 8,84.
Em Wall Street, Dow Jones caía 1,11%, enqunato S&P 500 e Nasdaq recuavam 1,44% e 1,47% respectivamente.
Na Europa, mais um dia de fortes perdas. Em Londres, o FTSE 100 caía 1,01%, enquanto o CAC 40 recuava 2,24% em Paris. O DAX, de Frankfurt, perdia 1,88%. O IBEX 35, de Madri, tombava 3,18%, enquanto o FTSE MIB, de Milão, tinha baixa de 3,24%.
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CONCURSO: Principais concursos públicos somam 8.747 vagas com remuneração de até R$ 13,9 mil


Do UOL, em São Paulo

Nesta segunda (25), os principais concursos públicos oferecem 8.747 vagas em 15 seleções. As oportunidades estão distribuídas em diversos cargos destinados a candidatos de todos os níveis escolares. As remunerações iniciais podem chegar a R$ 13.977, dependendo da função desejada.


Confira os 15 principais concursos:

ÓrgãoVagas Escolaridade Salário Inscrição  
Polícia Federal 600 Nível superior R$ 7.514 a R$ 13.368 Até 9/7 Edital
SPPrev 202 Níveis médio e superior R$ 1.921 a R$ 4.820 Até 6/7 Edital
Inpe 62 Níveis médio e superior R$ 1.331 a R$ 12.685 5/7 a 9/8 Edital
MCTI 510 Níveis médio e superior R$ 2.705 a R$ 9.157 26/6 a 16/7 Edital
PM (SP) 120 Nível médio --- Até 26/6 Edital
Polícia Civil (PA) 600 Nível superior R$ 3.098 a R$ 7.695 Até 18/7 Edital
IFSP 292 Todos os níveis R$ 1.473 a R$ 2.989 12/7 a 20/7 Edital
Valec 800 Níveis médio e superior R$ 2.250 a R$ 4.500 Até 13/7 Edital
Cofecon 1.805 Todos os níveis R$ 622 a R$ 3.681 Até 1/7 Edital
Defensoria (PR) 197 Nível superior R$ 10.684 Até 27/6 Edital
Cisrun (MG) 570 Todos os níveis R$ 1.852 a R$ 4.250 18/7 a 17/8 Edital
Cemig (MG) 800 Níveis médio e superior R$ 1.280 a R$ 5.287 16/8 a 14/9 Edital
Samu (SC) 439 Níveis médio e superior R$ 1.080 a R$ 3.600 Até 2/7 Edital
Extrema (MG) 358 Todos os níveis R$ 682 a R$ 13.977 20/8 a 20/9 Edital
Águas Lindas de Goiás (GO) 1.392 Todos os níveis R$ 622 a R$ 2.000 Até 15/7 Edital

EDUCAÇÃO: Candidatos podem verificar primeira chamada do Sisu a partir de hoje


Do UOL*, em São Paulo

Os candidatos inscritos no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do segundo semestre de 2012 podem consultar a primeira chamada a partir dessa segunda-feira (25). O resultado deve ser consultado no Boletim de Acompanhamento, no site www.sisu.mec.gov.br, nas instituições participantes ou na central de atendimento do MEC (Ministério da Educação), por meio do telefone 0800-616161.
São 642.878 candidatos inscritos para disputar as mais de 30 mil vagas oferecidas em todo o país. A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) foi a instituição mais procurada, com 152.196 inscrições. As inscrições acabaram na última sexta-feira (22).
Os selecionados em primeira chamada terão entre os dias 29 de junho e 9 de julho para efetuar a matrículas nas instituições onde foram aprovados. Com a greve de professores e servidores das universidades federais, o período, que antes era de apenas dois dias úteis, foi ampliado para que os alunos tenham mais tempo e não corram o risco de perder a vaga.
Uma segunda chamada está prevista para 13 de julho. Quem não for selecionado em nenhuma das duas chamadas poderá participar de uma lista de espera que será utilizada pelas instituições para preencher vagas remanescentes. O candidato interessado em participar da lista de espera deverá fazer essa opção no próprio site do Sisu entre os dias 13 e 19 de julho.
Para participar do Sisu, os candidatos precisavam ter feito o Enem 2011 e ter nota maior do que zero na redação. Segundo o MEC, algumas instituições adotam notas mínimas para inscrição em determinados cursos.
(*Com informações da Agência Brasil)

Greve na Educação


GERAL: Família briga por herança após sumiço de milonário brasileiro



De OGLOBO.COM.BR

Guma Aguiar desapareceu após sair para passear de barco na Flórida, na última terça-feira
RIO - O milionário brasileiro Guma Aguiar, de 35 anos, desapareceu na última terça-feira quando passeava de barco na Flórida. O paradeiro dele segue desconhecido, mas a família já disputa sua fortuna de cerca de US$ 100 milhões, segundo reportagem exibida no Fantástico. Guma fez fortuna nos Estados Unidos explorando gás e virou notícia em Israel ao investir num clube de futebol. Também já frequentou as páginas policiais, por envolvimento com drogas e agressão a mulher.

O empresário é filho da americana Ellen Aguiar e do artista plástico brasileiro Otto de Souza Aguiar, que morreu em 2006. Ele morou no Rio até os dois anos de idade, quando a família se mudou para os Estados Unidos. Aos 26, já milionário, passou a seguir o judaísmo, a religião da mãe. Com Jamie, a esposa americana, teve quatro filhos e foi viver com a família em uma casa em Fort Lauderdale, na Flórida.
Na terça-feira passada ele saiu para andar de barco sob condições climáticas desfavoráveis. O serviço de meteorologia tinha emitido um alerta para pequenas embarcações, pois havia risco de tempestade com vento forte. Seis horas depois de Guma Aguiar sair de casa, o barco foi encontrado na beira da praia, ainda com o motor ligado e as luzes de navegação acesas. Dentro, não havia ninguém, nem sinais de violência.
"Até o momento não temos nenhum indício de que outra pessoa tenha estado no barco com ele", diz o policial Travis Mandell, que participa das investigações.
A polícia agora quer analisar informações do GPS da embarcação e do telefone celular de Guma Aguiar, encontrado no barco.
Em Israel, ele ficou famoso após investir cerca de US$ 35 milhões em dez imóveis de luxo e salvar da falência o tradicional time de futebol Beitar Jerusalém. Nos Estados Unidos, teve problemas com a polícia por causa de drogas e brigas com a mulher.
No tribunal, o Fantástico teve acesso a um documento no qual Guma Aguiar assume o compromisso de passar sua própria guarda e o controle de patrimônio para a esposa, em caso de incapacidade dele. Dois meses depois, volta atrás, transferindo os direitos para a mãe.
Na última quinta-feira, dois dias depois de o filho desaparecer, a mãe de Guma Aguiar pediu para receber toda a renda gerada pelo patrimônio do filho, como lucros e aluguéis. Esses bens são avaliados em mais de US$ 75 milhões - quase R$ 150 milhões.

ECONOMIA: Com juro em baixa, investidor sai de fundos de renda fixa e DI


DO ESTADAO.COM.BR

Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios

Em busca de maior rentabilidade, cresce o interesse por fundos de renda fixa com crédito privado, títulos de inflação e previdência privada

O rendimento dos fundos de renda fixa tradicionais e referenciados DI deve ser bem magro nesse ano. Na última semana, o mercado financeiro diminuiu mais uma vez a perspectiva para o juro básico (Selic) em 2012, que baliza estas aplicações, para 7,5% ao ano.
Diante desse cenário, os investidores se movimentam. Segundo dados da Anbima, a captação líquida - aplicação menos resgates - nas duas categorias de fundos está negativa nos últimos 30 dias - em R$ 5,3 bilhões. Em contrapartida, cresce o interesse por fundos com mais crédito privado e títulos de inflação, que esse ano estão com um bom desempenho e captação de R$ 2,6 bilhões.
"Com a queda dos juros, os fundos de renda fixa e a poupança foram postos em dúvida. Mesmo que o retorno não seja muito maior em outras opções, o investidor está preocupado em manter o poder de compra contra a inflação", diz o professor de finanças da Fipecafi, Celso Grisi.
"De fato, está havendo uma movimentação de valores bastante importante na indústria, particularmente nessas categorias. Isso já vem ocorrendo há algum tempo, desde que o governo sinalizou uma queda do juro no segundo semestre de 2011, que foi acentuada ainda mais agora", diz o presidente da BB DTVM, Carlos Massaru Takahashi.
"Houve uma mudança dentro da carteira, de fundos de renda fixa tradicional para fundos diferenciados", afirma a superintendente nacional de desenvolvimento de produtos de ativos de terceiros da Caixa Econômica Federal, Alenir Oliveira Romanello. Prova disso é que o fundo de índice de preços da Caixa acumula captação positiva de R$ 320 milhões em 30 dias.
No HSBC, houve movimento semelhante. "É natural que um investidor de renda fixa, em busca de rentabilidade, troque a carteira mas permaneça em fundos de baixo risco. Quem está num fundo DI não parte para ações", afirma o diretor de Renda Fixa do HSBC Global Asset Managment, Renato Ramos. "Sempre que há queda de juros você tem uma migração para um patamar de risco um pouco maior", explica.
Ele acredita que investidores que estavam em fundos DI agora começaram a aplicar em renda fixa ativo, fundos que já possuem crédito privado. O Fundo Tipo registrou ingresso líquido de R$ 90 milhões em 30 dias. Quem já investia em renda fixa com volatilidade baixa partiu para o Fundo Preços, de inflação, que acumula captação de R$ 430 milhões no ano.


Diversificação. Além de fundos de renda fixa diferenciada, os investidores também procuraram fundos de curto prazo e de previdência no Banco do Brasil. "Houve uma saída de R$ 4,6 bilhões dos fundos DI no ano e um ingresso de R$ 10,5 bilhões nos de curto prazo", contabiliza Takahashi, da BB DTVM. O executivo atribui o interesse aos fundos de curto prazo ao momento de aversão a risco. "Os investidores preferem ter um fundo com maior liquidez de títulos", diz.

Em relação aos fundos de previdência, que no banco acumulam captação positiva de R$ 550 milhões no mês, até o dia 14 de junho, e de R$ 6 bilhões no ano, o motivo seria o benefício tributário de abatimento do Imposto de Renda. "Após declarar o IR, o investidor percebeu que podia ter um benefício maior. É natural nesta época do ano as pessoas começarem a se planejar para a próxima declaração", afirma o presidente da BB DTVM.
Ao longo do ano, a Caixa lançou diversos fundos diferenciados, como carteiras atreladas a títulos de inflação reajustados pelo IPCA. Nesta semana, vai lançar fundo Desenvolvimento Brasil I, com 100% em debêntures de projetos de infraestrutura. Por serem debêntures, pessoas físicas serão isentas de Imposto de Renda e jurídicas pagarão 15%. Nos próximos 30 dias, o banco espera captar R$ 500 milhões.
Sobre a saída dos fundos DI e renda fixa tradicional, Alenir, da Caixa, faz uma ressalva: "Parte da saída se deve ao efeito da cobrança de Imposto de Renda pelo come cotas, que ocorreu agora em maio. Outra parte se deve a resgates."

DIREITO: Ministro cobra colega sobre risco de atraso no mensalão


DA FOLHA.COM

LEANDRO COLON

DE BRASÍLIA

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Carlos Ayres Britto, enviou ofício ao ministro Ricardo Lewandowski advertindo que ele precisa devolver hoje a revisão do processo do mensalão para que o julgamento comece no dia 1º de agosto.
Na prática, o presidente do STF cobra pressa do colega de corte para que o calendário do principal julgamento do ano seja obedecido.
Britto tomou essa iniciativa na noite de quinta-feira (21) depois de tentar, sem sucesso, conversar com Lewandowski sobre o assunto naquele dia.
A atitude do presidente do Supremo, segundo ministros, é incomum no dia a dia da corte, mas se tornou necessária devido ao risco de atraso.
Lewandowski tem reclamado nos bastidores da pressão interna que sofre dos colegas para correr com o caso.
PRAZOS
A cobrança do presidente do STF deve-se aos prazos regimentais exigidos para que o julgamento comece no primeiro dia de agosto, já que a corte entra em recesso na semana que vem.
Se Lewandowski entregar a revisão hoje, a liberação do processo será publicada amanhã no "Diário Oficial da Justiça". Haverá então um prazo de 24 horas, até quarta, para que o procurador-geral da República e os 38 réus sejam comunicados.
Depois disso, o regimento determina 48 horas de intervalo para que tenha início o julgamento.
Ou seja, a tramitação encerraria na sexta e tudo estaria pronto para o dia 1º de agosto, quando o STF retorna aos trabalhos.
Agora, se Lewandowski, por exemplo, devolver o processo a partir de quinta-feira, o julgamento só começa depois de 6 de agosto.
Entra então a discussão da aposentadoria do ministro Cezar Peluso. Ele completa 70 anos no dia 3 de setembro, quando é aposentado compulsoriamente. Peluso já avisou interlocutores que deve parar dias antes.
PRESSÃO
Pelo cronograma, haverá duas semanas para manifestação de defesa e da Procuradoria-Geral da República antes dos votos dos ministros.
Como não há tempo fixo para os ministros concluírem suas posições, qualquer atraso pode deixar o julgamento sem o voto de Peluso.
A corrida do STF contra o relógio foi revelada ontem pela coluna Painel, da Folha.
O cronograma de 1º de agosto foi acertado pelos ministros do STF no começo do mês, conforme sugestão do ministro Celso de Mello.

Lewandowski tem prometido entregar o processo até o fim de junho, mas evita se manifestar publicamente, principalmente depois das revelações de que setores do PT, liderados pelo ex-
presidente Lula, têm trabalhado para adiar o julgamento para depois das eleições municipais. 

O ministro Marco Aurélio Mello demonstrou ontem preocupação com o cumprimento dos prazos.
"Concordei com o calendário partindo da premissa de que o revisor tinha conhecimento e concordava, senão não teria somado meu voto aos demais, Por mim, já teríamos começado antes, mas dependemos do revisor", disse ele, que minimizou a pressão sobre Lewandowski.
"A intenção do ministro Britto foi de alertá-lo".
Editoria de Arte/Folhapress

MUNDO: Morsi vence a 1ª eleição livre da história do Egito


MUNDO: Lugo adota tom ofensivo e convoca reunião com antigo gabinete


De OGLOBO.COM.BR
Com La Nación

Paraguaio forma ‘gabinete de restauração democrática’ e se considera ainda presidente

Lugo conversa com repórteres antes de se reunir com ex-ministros Foto: AFP

Lugo conversa com repórteres antes de se reunir com ex-ministros AFP
ASSUNÇÃO - Fortalecido pelo apoio em massa dos países da América do Sul, Fernando Lugo decidiu mudar sua estratégia após o impeachment e convocou para esta segunda-feira uma reunião com todos seus ex-ministros. Após o encontro com o que chamou de "gabinete de restauração democrática", Lugo referiu a si mesmo como presidente paraguaio e confessou a vontade de voltar ao poder, indo contra o que prometeu na sexta-feira, quando disse que iria acatar a decisão do Senado sobre seu impeachment.
Ao  ser  perguntado  sobre  a  mudança  em  sua postura, Lugo disse que preferiu se retirar de forma pacífica da Presidência para evitar que a violência se espalhasse pelo Paraguai.
- Fomos submetidos ao juízo político e não vamos dar o gosto aos promotores da morte, que provocaram a morte de camponeses e policiais - disse Lugo, lembrando do clima de tensão que se instaurou na sexta-feira, em frente ao Congresso, em Assunção.
O antigo gabinete de Lugo chegou às 6h (horário local) na sede do Partido País Solidário, no mesmo horário no qual o governo destituído costumava se encontrar durante sua gestão.
- Este é uma demonstração de que Lugo segue sendo o presidente - disse seu ex-ministro da Moradia, Gerardo Rolón, ao jornal argentino “La Nación”.
Desde sexta-feira, o discurso de Lugo vem se endurecendo. Logo após a votação de seu impeachment, o ex-bispo adotou um tom pacificador, dizendo que respeitaria a decisão do Senado paraguaio e tentando acalmar os ânimos na capital Assunção, onde pelo menos 2 mil camponeses se reuniam para apoiá-lo. Já no sábado, em uma coletiva de imprensa improvisada, Lugo usou o termo "golpe de Estado parlamentar", o mesmo usado por Argentina, Equador e Venezuela para condenar a oposição paraguaia.
A mudança na postura do ex-bispo acontece junto com a pressão internacional sob Franco. Até agora, o novo governo de Assunção só foi reconhecido por Espanha, Alemanha, Canadá e Vaticano. No domingo, presidentes da América do Sul decidiram afastar o Paraguai do Mercosul e da União das Nações Sul-americanas (Unasul) até as eleições presidenciais de abril de 2013.
No domingo, Lugo saiu de casa e conversou com repórteres. O ex-presidente disse que vai participar da próxima cúpula do Mercosul, marcada para terça-feira, na Argentina. Seu ex-ministro da Informação Augusto dos Santos explicou, no entanto, que a participação não será oficial.
Enquanto isso, Federico Franco se prepara para fazer o juramento como novo presidente do Paraguai nesta manhã. Depois, o dirigente vai se reunir com 15 dos 17 governadores do país.
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ECONOMIA: Crise no Paraguai gera tensão e esvazia comércio na fronteira com Brasil


Do ESTADAO.COM.BR



Rumores sobre fechamento da divisa afastam clientes da Ciudad del Este e de Foz do Iguaçu

CIUDAD DEL ESTE - A crise política que sucedeu a destituição do presidente paraguaio Fernando Lugo na sexta-feira, 22, provocando ameaças de sanções ao Paraguai por nações vizinhas, já gera impactos na fronteira do país com o Brasil.
Norberto Duarte/AFP
Crise política sucedeu destituição do presidente - Norberto Duarte/AFP
Em Ciudad del Este, polo comercial que atrai milhares de compradores brasileiros diariamente, ao menos dez lojistas consultados pela BBC Brasil calculam que houve queda de até 50% nas vendas neste fim de semana. Eles atribuem o fraco movimento, entre outros motivos, aos rumores de que o Brasil poderia fechar a fronteira com o Paraguai em resposta ao impeachment relâmpago de Lugo.
O governo brasileiro, que considerou a destituição do presidente um "rito sumário" sem direito adequado de defesa, anunciou que sanções ao Paraguai por eventual quebra de compromisso com a democracia (previstas em acordos regionais) estão sendo avaliadas pelos membros do Mercosul e da Unasul.
Questionado neste domingo pela BBC Brasil se as medidas poderiam incluir o fechamento de fronteiras, o Itamaraty afirmou que a ação está prevista em protocolos multilaterais e que ela está sob discussão, mas que até o momento não há definição sobre o assunto. Atualmente, o trânsito de pessoas entre Brasil e Paraguai ocorre livremente pela ponte da Amizade, sobre o rio Paraná.
Corredores vazios
Os rumores, no entanto, bastaram para que muitos brasileiros adiassem os planos de fazer compras no país vizinho. No shopping Corazón, o mais moderno de Ciudad del Este, a clientela era tão escassa que vendedores saíam para os corredores para conversar com colegas de lojas vizinhas.
"Estamos todos muito preocupados", diz, sentada ao sofá, a vendedora paraguaia Luz Ruiz. "Para Ciudad del Este, fechar a fronteira seria a morte".
Segundo Ruiz, que trabalha numa loja de lingeries, no sábado pós-impeachment os clientes só apareceram depois das 20h. No dia seguinte, diz ela, o movimento continuava bem abaixo do normal. "Como os domingos costumam ser mais fracos, só saberemos do impacto real durante a semana".
Ao seu lado, a vendedora brasileira Marta de Paula, que mora em Foz do Iguaçu (PR), mas cruza a fronteira diariamente para trabalhar em Ciudad del Este, teme perder o emprego caso a divisa seja fechada. "Muitos brasileiros que trabalham em Ciudad del Este e paraguaios que trabalham em Foz seriam afetados", diz. "O desemprego nas duas cidades explodiria".
Além disso, ela afirma que, assim como os brasileiros se abastecem de perfumes, brinquedos e eletrônicos no Paraguai, os paraguaios compram do Brasil máquinas agrícolas e automóveis, gerando receita para o país.
As duas disseram crer, porém, que o Brasil não levará a cabo qualquer ação que possa prejudicar brasileiros. "Não faria sentido, eu acredito no bom senso dos governantes", diz Ruiz.
Nem todos os vendedores, porém, consideram a crise política a principal razão para o fraco movimento. Segundo Mercedes Capdevilla, vendedora de uma loja de eletrônicos, nas últimas semanas o Brasil aumentou o controle na fronteira, para fazer valer o limite de US$ 300 (R$ 600) em compras por pessoa. Quem excede o valor deve pagar multa.
A atitude, diz ela, tem prejudicado o comércio. "Quando voltar ao procedimento antigo, as vendas vão subir de novo".
'Presa no Paraguai'
Num dos raros grupos de turistas brasileiros que passeavam pelo shopping, a fotógrafa Soraya Reichert diz que teve de convencer uma tia de que não correriam riscos se cruzassem a fronteira.
"Ela estava com medo de ficar presa no Paraguai, sem conseguir voltar para Foz", diz ela. "Acho que se forem mesmo fechar a fronteira, vão avisar com antecedência, para evitar o caos".
Assim como os comerciantes, porém, ela espera que o governo brasileiro não tome essa decisão. "Foz do Iguaçu depende tanto daqui quanto eles dependem de nós".
Reichert diz que muitos brasileiros de Foz têm negócios na cidade vizinha, como empresas de aluguel de veículos, lojas e construtoras. Ela afirma ainda que o bloqueio da fronteira seria um terrível golpe para o turismo que sustenta a cidade paranaense. Isso porque, segundo a fotógrafa, boa parte dos viajantes de várias regiões do Brasil que se hospedam em Foz o fazem para realizar compras no Paraguai.
"As duas regiões estão tão conectadas que qualquer ruptura seria uma catástrofe, e para os dois lados."
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Veja também:
linkACERVO: Lugo e as cenas de um governo instável


POLÍTICA: João Henrique interrompe férias para discutir candidatura de Leão


EDUCAÇÃO: Secretário diz que não há 'espaço para negociação' com professores


Do BAHIA NOTICIAS
por Rodrigo Aguiar

Secretário diz que não há 'espaço para negociação' com professores
Foto: João Gabriel Galdea
Com 75 dias de paralisação e a um dia de mais uma assembleia dos professores estaduais grevistas, nenhum avanço foi registrado nas negociações entre o governo e a categoria. Nesta segunda-feira (25), o secretário de Comunicação do governo da Bahia, Robinson Almeida, voltou a criticar a greve, ao dizer que o movimento tem uma “característica diferente”. “Em todo movimento, há argumentos de parte a parte e se chega a um ponto de equilíbrio. Ninguém pede 100 e ganha 100. É assim. Mas essa greve tem uma característica diferente. É tudo ou nada, o que dificulta qualquer processo de entendimento”, afirmou em entrevista ao programa Acorda Pra Vida, da Rede Tudo FM. Ao ser perguntado se alguém representante do governo havia se reunido no período junino com o comando de greve para negociar, Robinson voltou a atacar a direção do movimento. “Não há espaço para negociação por causa da inflexibilidade”, disse. O secretário repetiu o argumento de que o governo não pode conceder integralmente este ano e de forma extensiva o reajuste de 22% reivindicado pelos professores devido à Lei de Responsabilidade Fiscal. Robinson falou ainda sobre o retorno das aulas para os alunos do 3º ano das escolas estaduais nesta segunda. “Os alunos de Brotas, por exemplo, deverão se dirigir para o Colégio Estadual Luiz Viana”, contou, ao explicar que as chamadas escolas polo receberão os estudantes das instituições de ensino de uma região. Foram convocados para dar aulas professores em estágio probatório e em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). Para consultar os locais de ensino, o estudante deve acessar o site da Secretaria de Educação (clique aqui).

DIREITO: STF - Negada liminar sobre porte de arma de fogo a guardas civis paulistas


A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha indeferiu pedido de liminar formulado no Habeas Corpus (HC) 113592 em favor de 23 guardas civis municipais de São Vicente, no litoral paulista, que buscam autorização para usar armas de fogo em serviço. Eles são responsáveis pelo combate ao tráfico ilícito de entorpecentes e pela repressão a furtos e roubos no calçadão da praia daquela cidade, além de zelar pelo patrimônio municipal.
Eles recorreram ao Supremo após ver negados pedidos semelhantes em juízo da comarca de São Vicente, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Pedido e alegações
Os guardas civis municipais de São Vicente querem a expedição de salvo-conduto para que aqueles que possuírem arma de fogo devidamente registrada no órgão respectivo possam usá-la em serviço, sem correr o risco de serem presos em flagrante pela autoridade policial local. Alegam que o movimento em prol do uso de armas foi iniciado em virtude da ausência de interesse da prefeitura local em firmar convênio com a Política Federal (PF), nos termos da Portaria 365/2006 do Ministério da Justiça.
A portaria autoriza, em seu artigo 3º, inciso II, o porte de armas de fogo por guardas civis municipais, nas condições nela estabelecidas, entre as quais a restrição de seu uso somente em serviço e dentro dos limites territoriais do município, quando este tiver mais de 50 mil e menos de 500 mil habitantes. É o caso de São Vicente, que tem 320 mil habitantes.
Segundo os autores do HC, aquela cidade apresenta um quadro de violência crescente e, por se localizar no litoral, a 75 quilômetros de São Paulo, “nos finais de semana e feriados a população se eleva assombrosamente”. Além disso, afirmam que guardas civis municipais já trabalham armados nos grandes centros do estado, como São Paulo, Campinas e o Grande ABC, colaborando com a segurança pública.
Decisão
Ao indeferir o pedido de liminar, a ministra Cármen Lúcia disse não verificar de plano, no pedido, plausibilidade jurídica dos argumentos apresentados. Ela se reportou ao artigo 6º do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), que condiciona a autorização para o porte de arma der fogo das guardas municipais à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial, à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno, nas condições estabelecidas pelo Estatuto.
Listou ainda os artigos 40 e 44 do Decreto 5.123/2004, que atribuem ao Ministério da Justiça a concessão de autorização para funcionamento dos cursos de formação de guardas municipais, nas condições que estabelece e, também, as condições para a Polícia Federal conceder porte de armas de fogo a guardas municipais. E constatou, na análise da cautelar, que os requisitos previstos naqueles dispositivos não estão satisfeitos no caso.
Por fim, ela lembrou que, em maio de 2007, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3112, relatada pelo ministro Ricardo Lewandowski, na qual se questionava a constitucionalidade do Estatuto do Desarmamento, o Supremo decidiu que o porte de armas de fogo é questão de segurança nacional.
A Corte entendeu também que, assim como a competência residual das unidades da Federação não se sobrepõe à predominância do interesse da União no estabelecimento de políticas de segurança pública, o interesse de guarda municipal não pode suprir a “ausência de convênio entre a municipalidade e a Polícia Federal”, nem a “falta de interesse do município” na celebração do convênio.
A ministra fez observações, além disso, quanto à instrução do pedido, observando que ele está deficiente, pois dos autos não consta cópia das decisões proferidas pelas instâncias antecedentes que negaram o pedido. Segundo ela, na via do HC “é imperiosa a apresentação de todos os elementos que demonstrem as questões postas em análise, por inexistir, na espécie, dilação probatória”.
Com essas observações, a ministra relatora indeferiu o pedido de liminar. Ao mesmo tempo, mandou oficiar ao STJ, TJ-SP e ao Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de São Vicente para, com urgência, prestarem informações e cópia das decisões referentes ao caso.

DIREITO: STF - Ex-diretora da Anac pede liminar para suspender ação penal


A defesa da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu impetrou Habeas Corpus (HC 114077) no Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede liminar para suspender a ação penal em curso na 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de São Paulo (SP), na qual foi denunciada pela suposta prática de falsificação de documento público e uso de documento falso (crimes previstos nos artigos 297 e 304 do Código Penal). A denúncia baseia-se nas investigações instauradas para apurar as causas do acidente ocorrido em 17 de julho de 2007, quando o Airbus A-320 da TAM Linhas Aéreas saiu da pista principal do aeroporto de Congonhas e colidiu com o terminal de cargas da companhia aérea, resultando na morte de 199 pessoas.
De acordo com informações prestadas no HC, além das investigações que resultaram em ação penal proposta contra Denise Abreu pela suposta prática do delito de “atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo”, outra investigação, realizada diretamente pelo Ministério Público Federal (MPF), gerou a imputação de crime de falso, objeto do habeas corpus. Segundo o MPF, na qualidade de diretora da Anac, Denise Abreu teria feito uso de documento público falso – Instrução Suplementar (IS) RBHA 121-189 – no agravo de instrumento ajuizado perante a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), quando teria atribuído à referida instrução caráter de “norma da Anac”, enquanto este não passaria de “estudo interno” da agência reguladora.
Segundo a denúncia, a conduta da ex-diretora resultou na decisão judicial que autorizou o pouso de aeronaves Fokker 100, Boeing 737-700 e Boeing 737-800 no Aeroporto de Congonhas. A defesa alega falta de justa causa para a ação penal pelo crime de falso, em razão da atipicidade de qualquer conduta atribuível a Denise Abreu, tendo em vista não haver prova de materialidade, já que não existiu documento falso, nem se pode falar em potencialidade lesiva na apresentação da Instrução Suplementar RBHA 121-189 à desembargadora federal relatora do agravo de instrumento apresentado ao TRF-3.
Ainda de acordo com a defesa, embora o juízo monocrático tenha acolhido tais alegações, recebeu a denúncia, porém caracterizando a conduta como outro crime (fraude processual), pelo qual Denise Abreu não foi denunciada (fraude processual).
“Entendendo deficientes os fatos narrados ou as condutas imputadas, não cabe ao magistrado ‘emendar’ a denúncia, em fase de admissibilidade, mas sim, rejeitá-la, conforme explicitamente exposto pelo artigo 395 do Código de Processo Penal. Isso porque, caso o Judiciário promova a ‘correção’ ou a alteração das imputações contidas na inicial, ainda que venha a ser instaurado um processo no qual seja dada oportunidade ao contraditório, não há dúvidas que restará sensivelmente diminuída a possibilidade de o acusado se defender”, afirma a defesa.
A defesa impetrou habeas corpus no TRF-3, visando ao trancamento da ação penal para apurar o crime de fraude processual, e obteve liminar, mas, no julgamento do mérito do HC, o TRF-3 concedeu parcialmente a ordem para determinar que o processo tivesse prosseguimento pelos crimes originalmente constantes da denúncia. “A peculiar decisão exarada pelo TRF-3 implicou a submissão da paciente a uma ação penal por crimes que o próprio Poder Judiciário havia reconhecido a atipicidade. Foi dessa forma absurda que o TRF-3 transmudou-se em autoridade coatora, superando, em muito, o constrangimento ilegal praticado pela magistrada monocrática”, alega a defesa.
No STJ, novo HC foi impetrado com objetivo de suspender o curso da ação penal, tendo em vista que está marcada para o próximo dia 6 de julho audiência de instrução, debates e julgamento, que pode resultar na condenação de Denise Abreu. A liminar foi indeferida, o que levou a defesa a impetrar o HC no Supremo. O relator é o ministro Ricardo Lewandowski.

DIREITO: STF - Cláudio Monteiro obtém direito ao silêncio perante CPMI


O ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu decisão liminar garantindo a Francisco Cláudio Monteiro o direito de permanecer em silêncio em seu depoimento para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Operações Vegas e Monte Carlo, marcado para quinta-feira (28).
Foi assegurado ao requerente o direito de permanecer em silêncio no caso em que, a seu critério ou de seu advogado, a pergunta feita pela Comissão puder levar a resposta que crie risco de autoincriminação. Ainda foi assegurado o direito de se fazer acompanhar por advogado e de não ser preso em decorrência do exercício do direito de não se autoincriminar. A decisão foi proferida em liminar no Habeas Corpus (HC) 114102.
Outros HCs
Outros pedidos no mesmo sentido foram feitos nos HCs 114127, 114139 e 114140. O primeiro deles foi impetrado pela defesa de João Carlos Feitoza, distribuído ao ministro Marco Aurélio nesta sexta-feira, no qual requer salvo-conduto para que lhe seja garantido o direito à não autoincriminação e de não sofrer qualquer consequência, inclusive restrição à sua liberdade, em virtude do exercício dessa garantia constitucional.
O HC 114139 foi apresentado pela defesa do engenheiro Écio Antônio Ribeiro, sócio da empresa Mestra Administração e Participações Ltda., que tem depoimento marcado para a próxima terça-feira (26). Já o HC 114140 refere-se ao economista e servidor público Lúcio Fiúza Gouthier, cujo depoimento está marcado também para a próxima terça.  
Quebra de sigilo
Especializada na fiscalização eletrônica de rodovias por meio de radares, a empresa Data Traffic ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança questionando ordem de quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico, de e-mail, SMS e Skype aprovada pela CPMI das Operações Vegas e Monte Carlo em 30 de maio deste ano.
A empresa alega que o requerimento aprovado pela Comissão não demonstra fundamentos para a quebra de sigilo, apresentando fatos genéricos, vagos ou indefinidos relacionados à empresa, sem apontar um fato material e de autoria apontando para a necessidade da medida. Alega ainda que o período da quebra de sigilo – desde 30 de maio de 2002 – é desproporcional, uma vez que os fatos alegados no requerimento fazem menção a um período recente, entre janeiro de 2010 e agosto de 2011.
O mandado de segurança (MS) 31423, de relatoria da ministra Rosa Weber, solicita liminarmente a suspensão da ordem de quebra de sigilo, ou que seja restringido ao intervalo entre 1º de janeiro de 2010 e 30 de agosto de 2011. No mérito, exige a nulidade da ordem, ou a redução do período.

DIREITO: TRE-SP cassa outros cinco vereadores do interior por infidelidade


O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo  determinou,  na  sessão  dessa quinta-feira (21), a perda   dos  mandatos  de   mais   cinco  vereadores  dos  municípios  de  Bragança  Paulista, Clementina, Florínea, Itapirapuã Paulista e João Ramalho. Os  juízes  determinaram,  ainda,  a expedição de  ofício  às  respectivas  Câmaras  Municipais  para  empossar  os  suplentes  no prazo de 10 dias  da  publicação  da  decisão.  Em  todos  os  casos,  a  votação  foi unânime.
Os parlamentares que perderam os mandatos foram Régis Lemos (PTB de Bragança Paulista), Luiz Claudio da Silva (PT de Florínea), José Aparecido Martins (PMDB de Itapirapuã Paulista) e José Aparecido Borges da Silva (PSDB de João Ramalho), todos a pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE). José Alexandre Zanini (PV de Clementina) foi cassado a pedido do diretório estadual do PDT.
Em todos os casos, a Corte paulista entendeu que não houve justa causa para a desfiliação partidária dos mandatários, conforme as hipóteses previstas na Resolução TSE nº 22.610/07.
A Resolução prevê apenas quatro hipóteses para a mudança de partido: em caso de fusão ou incorporação por outro, se houver criação de nova agremiação, mudança substancial ou desvio do programa partidário, ou ainda se ocorrer grave discriminação pessoal do mandatário.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRE-SP

DIREITO: TRF 1 - Atrasos provocados pelo Judiciário não levam à prescrição processual


Em apelação, a Fazenda Nacional pleiteava o não reconhecimento da prescrição de um processo ajuizado dentro do prazo, mas que permaneceu inerte por longo tempo no Judiciário. O relator, desembargador federal Tolentino Amaral, analisando os autos, concluiu que a responsabilidade decai sobre o mecanismo do Judiciário, que não realizou as diligências a ele cabíveis.
A 7.ª Turma do TRF/ 1.ª Região, baseada no voto do relator e nas provas reunidas, decidiu dar provimento à apelação, isentando a Fazenda Nacional de qualquer culpa pela paralisação do feito e afastando a prescrição do processo.
A Turma levou em consideração, ainda, a Súmula n.º 106 do STJ, que dispõe: “Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou decadência".
N.º do Processo 0002986-22.2006.4.01.3307
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