segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Mercado opera de olho na Europa; Bolsa sobe e dólar cai

De O GLOBO.COM.BR

João Sorima Neto
Várias reuniões de líderes europeus acontecem nesta semana
SÃO PAULO - Os investidores começam a semana esperando o anúncio de novas medidas para conter a crise do euro na Europa. O dólar abriu os negócios desta segunda-feira em queda e apresentava desvalorização de 0,33% às 11h58m, sendo cotado a R$ 1,782 na venda. O mercado estima que o dólar termine o ano na casa de R$ 1,79. O Ibovespa também abriu o dia em alta. O índice tinha valorização de 1,26% às 11h55m, operando aos 58.617 pontos.
Uma série de reuniões está marcada para esta semana e a expectativa dos investidores é que sejam anunciadas medidas mais concretas para salvar o euro.
- São esperadas para esta semana medidas mais prática no sentido de resgatar o euro. Por isso, o mercado deve operar mais clamo - diz um operador.
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, reúnem-se hoje em Paris, para alinhavar medidas de integração fiscal entre os países do euro. Na próxima sexta-feira, haverá o encontro da União Europeia em Bruxelas. Nesta terça, o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, chega a Frankfurt para conversas com líderes europeus, entre eles Angela Merkel. O objetivo é discutir um choque de liquidez e avaliar qual pode ser a ajuda dos EUA. E o Banco Central Europeu (BCE) tem encontro marcado para a próxima quinta-feira.
Os investidores esperam que o papel do Banco Central Europeu (BCE) seja redefinido e ampliado e que a instituição tenha poder para comprar mais títulos de países endividados. O BCE também deve anunciar uma nova queda de juro, de 0,25%, como forma de estimular o crescimento econômico na região.
Na Europa, as bolsas da Europa abriram a segunda-feira em alta, após o novo governo italiano ter anunciado medidas de austeridade. O primeiro ministro Mário Monti deu garantias aos bancos, especialmente sobre papéis emitidos por instituições de crédito. Nos próximos meses, os bancos terão que refinanciar cerca de 100 bilhões de euros em bônus. O mercado tem exigido juro cada vez mais alto para rolar dívidas tanto do governo quanto de instituições financeiras italianas. A ajuda do governo italiano é uma garantia de liquidez.
A bolsa de Madri tem alta de 1,78%; em Frankfurt, as ações valorizam 0,76%; em Paris, a alta é de 1,39% e em Londres, as ações sobem 0,65%.
Neste domingo, durante o anúncio das medidas de austeridade, a ministra do Trabalho italiana, Elsa Fornero, chorou. Foi anunciada a elevação, a partir de 2012, da idade mínima de aposentadoria para 66 anos (homens) e 62 anos (mulheres) no setor privado. O tempo mínimo de trabalho para requerer a aposentadoria passou para 42 anos e um mês (homens) e 41 anos e um mês (mulheres). Nos próximos dois anos, as aposentadorias não devem ter reajustes significativos. O plano italiano prevê ajustes de 30 bilhões de euros. As medidas serão detalhadas no Parlamento, mas já se sabe que haverá aumento de impostos sobre consumo e imóveis, e cortes no setor de saúde e na administração pública.
Boletim Focus: expectativa de alta de inflação
No Brasil, o boletim Focus, que capta a expectiva do mercado em relação aos principais indicadores econômicos, reduziu suas previsões para a Selic e a inflação em 2012, mas aumentou para o IPCA neste ano. Também houve leve aumento nas estimativas para o crescimento da economia no próximo ano, após o governo anunciar um pacote de estímulo econômico.
A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, para o final de 2012 caiu a 9,75% ao ano, ante 10,00% no documento anterior. A expectativa para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2012 diminuiu a 5,49%, ante 5,56%. A estimativa para a inflação neste ano caiu de 6,49% para 6,50%, batendo o teto da meta do governo, que tem centro em 4,5% e tolerância de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O prognóstico para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano voltou a cair, de 3,10% para 3,09%, mas a estimativa para 2012 subiu a 3,48%, contra 3,46%, alguns dias após o governo ter anunciado um pacote de medidas para estimular a economia. O mercado estima que o dólar fique em R$ 1,79 este ano. Para o final de 2012, a previsão foi mantida em R$ 1,75.

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