segunda-feira, 21 de março de 2011

POLÍTICA: Kassab nega fusão do seu novo partido com PSB e fala em aproximação com Dilma

Do UOL Notícias
Arthur Guimarães, Em São Paulo


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, durante coletiva sobre a criação do Partido Social Democrático (PSD)
Kassab anuncia oficialmente PSD e diz que é um partido "que nasce do povo"
De saída do DEM, Kassab tem maior reprovação, aponta Datafolha
Após anunciar a criação do Partido Social Democrático (PSD) em São Paulo nesta segunda-feira (21), o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, negou que a nova legenda vá se fundir a outras siglas para a disputa das eleições municipais de 2012 -- o pleito será uma espécie de primeiro teste da legenda criada hoje.
No ano que vem, além de brigar na sucessão em várias cidades pelo país, o PSD pretende concorrer na disputa pela prefeitura de São Paulo. “Não faremos fusão. Fomos convidados por duas legendas, por dirigentes respeitados, o PSB e o PMDB. Vamos caminhar com nossas próprias pernas nas eleições municipais do ano que vem, coligados ou com candidatura própria”, disse o prefeito de São Paulo, em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Kassab afirmou que já fez convites para três políticos, tentando obter um nome viável para lançar seu sucessor na prefeitura. Segundo ele, foram chamados o vice-governador Guilherme Afif Domingos, o secretário municipal do Verde de São Paulo, Eduardo Jorge, assim como secretário Estadual de Economia e Planejamento, Francisco Vidal Luna. Nenhum dos três teria topado. "Vou trabalhar para que um deles aceite a missão. Se nenhum dos três aceitar, vou atrás de alguém nesse perfil", afirmou o prefeito, que assumiu estar atrás de alguém motivado, alinhado com a nova sigla e disposto "a defender nosso governo."
Segundo ele, os fundadores do novo partido sabem que “no começo é sempre mais difícil. "Mas estamos conscientes de que estamos cumprindo nosso papel e unidos em partido com idéias que acreditamos.”
Kassab afirmou que oficializou sua saída do DEM em telefonema feito na manhã desta segunda-feira ao novo líder do partido, senador Agripino Maia. “Me desliguei das minhas funções partidárias. Desejo sorte (ao DEM) e que possa encontrar seu espaço com a nova direção”, afirmou Kassab.
Aproximação com Dilma
O chefe do Executivo paulistano disse ainda que inicia uma “nova jornada”. “Estou do lado dos que torcem para o sucesso da presidente Dilma (Rousseff). Essa aproximação sempre existiu e essa é a razão para a minha saída do DEM”, afirmou.
Kassab disse que não estava se sentindo “confortável” em uma sigla que votava contra todos as propostas da situação, sem critério. “Eu acho que, acima dos partidos, existem os interesses do país. Temos que estar contra quando (o projeto) não é bom para o país. Era minha maior discordância.”
Comentário: era uma vez um certo partido político chamado Arena. Na Arena estava o de mais reacionário na política nacional. Era o partido dos militares, o que dava sustentação à ditadura.
A Arena, quando os ventos da democracia começaram a soprar, começou a perder espaço político e densidade eleitoral. Era hora de se mudar de nome, embora com as mesmas pessoas. Passou, então, a se chamar PDS. Mas continuou na direita, continuou a perder densidade política e eleitoral no país, exceto no Nordeste, onde alguns velhos caciques ainda controlavam o povo com políticas assistencialistas e clientelistas, em Santa Catarina e na cidade de São Paulo, onde, de vez em quando, o senhor Paulo Maluf tirava algum coelho da cartola e se elegia prefeito.
Ainda como PDS perdeu a última eleição indireta para a Presidencia da República. Tancredo Neves, com o apoio de alguns desafetos do candidato oficial Paulo Maluf, dentre eles José Sarney, ACM, Marco Maciel e Jorge Bornhausen, venceu o pleito, mas não chegou a ser empossado por problemas de saúde e, mais tarde, por sua morte. Assumiu José Sarney, ex-Arena, já então no PMDB.
Logo depois, ainda querendo se livrar do estigma de partido oficial da ditadura, mudou novamente de nome, agora para PFL. Essa nova denominação durou quase tanto quanto a primeira, Arena, e veio a ser modificada no final da primeira década do século XXI, assumindo o atual nome DEMOCRATAS. Logo ele, democrata... ironia do destino.
Como DEM continuou o seu processo de desgaste, afinal, as marcas da ditadura e o perfil dos seus integrantes continuavam marcando o partido.
Entre nós, com a morte de ACM muitos dos seus seguidores sairam em debandada para outros partidos sempre buscando os seus interesses, e os que ficaram para sair depois foram impedidos pela resolução do TSE que "implantou" a fidelidade partidária.
A criação do novo PSD (se mudar a posição das letras...) com as mesmas caras da Arena, PDS, PFL e DEM acrescidas de outras caras novas mostra-se como uma nova tentativa de se apagar o passado, "trocarem-se as peles", embora permaneçam como sempre foram... a Bahia é o retrato disso: o novo PSD é formado majoritariamente por pessoas oriundas da Arena/PDS/PFL/DEM... Otto Alencar, José Carlos Araújo, Paulo Magalhães, etc, etc, etc. Assim, os carlistas que deixaram o ninho voltam com outra pele, com outra roupagem, sem, contudo, qualquer reciclagem nos seus métodos e ideias.
De igual forma em São Paulo, onde os fundadores são do DEM, a saber, Afif Domingues, Gilberto Kassab, dentre outros.
É o novo/velho partido de centro-direita com os mesmos velhos direitistas de sempre, com uma diferença, apenas: nascem com o beneplácito e mesmo com a benção explícita da neo-esquerda brasileira que deseja o seu apoio.

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