Do UOL Notícias* Em São Paulo
O general Carter Ham, chefe do Comando Unificado Africano dos EUA, afirmou, nesta segunda-feira, que as forças leais a Gaddafi mostram “pouca vontade e capacidade em continuar as operações ofensivas” em Benghazi. Um outro oficial do exército norte-americano, que não quis se identificar, confirmou que as tropas do ditador líbio desistiram de atacar outras duas cidades, Ajdabiya e Misrata, depois dos ataques da coalizão.
Mesmo assim, o oficial diz que as forças de Gaddafi continuam ativas e que não acredita no cessar-fogo implementado pelo ditador.
Segundo Ham, atacar Gaddafi não é o objetivo da missão da coalizão na Líbia. Os rebeldes também dizem que não querem ver Gaddafi morto, apenas longe do poder na Líbia. Ali Zeiden, representante do Conselho Nacional Líbio Transicional, afirmou que os rebeldes estão considerando uma saída pacífica do ditador do poder. "Nós queremos Gaddafi vivo para que ele enfrente tribunais líbios e internacionais pelos crimes que cometeu", afirmou Zeiden.
Em entrevista coletiva, o general Ham contou que desde o início das operações aliadas "não foi observada nenhuma atividade de aviões (militares) líbios". De acordo com o general, as forças leais a Gaddafi mostram “pouca vontade e capacidade em continuar as operações ofensivas” em Benghazi.
No entanto, segundo a TV Al Jazeera, forças leais a Gaddafi abriram fogo contra a cidade de Zintan, no oeste da Líbia. O bombardeio durou várias horas.
As forças de Estados Unidos e Reino Unido fizeram 12 ataques com mísseis guiados Tomahawk, e embarcações militares de França, Espanha e Itália "patrulham a região para impedir os embarques ilegais de armamento em direção à Líbia", acrescentou.
Otan está preparada para apoiar operação
O ministro de Exteriores francês, Alain Juppé, assegurou nesta segunda-feira que a Otan está preparada para apoiar em "uns dias" a operação militar que vários países iniciaram na Líbia para proteger a população civil, por causa da resolução do Conselho de Segurança da ONU."O sucesso da intervenção é claro", indicou Juppé à imprensa ao término do Conselho de Ministros de Exteriores europeus realizado nesta segunda-feira em Bruxelas, que analisou a crise na Líbia e as revoltas em outros países da região.O chefe da diplomacia francesa lembrou que atualmente os Estados Unidos coordenam a operação em estreita colaboração com a França e com o Reino Unido, e que a Otan está disposta a dar seu apoio a intervenção "daqui a uns dias"."Salvamos a população civil de Benghazi", sentenciou, e declarou que, se a coalizão internacional "não tivesse feito nada", teria ocorrido um "banho de sangue" nessa cidade.O francês assegurou que a intervenção internacional "neutralizou a capacidade do (ditador líbio, Muammar) Kadafi de atuar contra a população civil".Juppé destacou que a operação está sendo realizada com o acordo dos países árabes, e ressaltou que a Liga Árabe deixou claro seu "apoio" à mesma.
Rebeldes negam diálogo
O vice-presidente e porta-voz do Conselho Nacional Transitório (CNT), grupo de opositores do regime líbio, Abdel Hafid Ghoga, rejeitou hoje qualquer diálogo com o ditador Muammar Gaddafi para "resolver pacificamente" o conflito.
Em declarações foram feitas à rede de televisão "Al Arabiya” em referência à "marcha verde" convocada por Gaddafi para que os líbios se dirijam à cidade de Benghazi, onde está a direção dos insurgentes.
"O ditador e sanguinário Kadafi procura semear o joio e a divisão no seio dos líbios. Advertimos a todas as pessoas que se aproximarem de Benghazi como participantes da marcha que serão consideradas como inimigos", disse Ghoga, que reforçou que os participantes da marcha terão "o mesmo destino das brigadas” do ditador.
Ghoga afirmou que os rebeldes se preparam para avançar também nas cidades de Ajdabiya, Misrate e Trípoli.
Nesta segunda-feira (21), Gaddafi convocou uma "marcha popular estratégica" em direção à cidade de Benghazi para impedir "a agressão estrangeira", segundo anunciou a agência oficial líbia "Jana".
Gaddafi usa escudos humanos, acusam rebeldes
Forças leais ao líder líbio, Muammar Gaddafi, estão trazendo civis de cidades vizinhas de Misrata, controlada pelos rebeldes, para usá-los como escudos humanos, disse um porta-voz dos rebeldes à agência de notícias Reuters nesta segunda-feira.
A informação não podia ser confirmada de forma independente e não houve comentário imediato de autoridades líbias. O porta-voz também disse que sete pessoas foram mortas em Misrata nos combates de domingo. Já um morador disse que oito pessoas morreram.
O morador de Misrata também disse à Reuters que forças armadas leais a Gaddafi usando roupas civis estavam no centro da cidade. Ele disse que Misrata, localizada a 200 quilômetros a leste de Trípoli, estava cercada por tropas pró-Gaddafi e que o abastecimento de água foi interrompido.
Mesmo assim, o oficial diz que as forças de Gaddafi continuam ativas e que não acredita no cessar-fogo implementado pelo ditador.
Segundo Ham, atacar Gaddafi não é o objetivo da missão da coalizão na Líbia. Os rebeldes também dizem que não querem ver Gaddafi morto, apenas longe do poder na Líbia. Ali Zeiden, representante do Conselho Nacional Líbio Transicional, afirmou que os rebeldes estão considerando uma saída pacífica do ditador do poder. "Nós queremos Gaddafi vivo para que ele enfrente tribunais líbios e internacionais pelos crimes que cometeu", afirmou Zeiden.
Em entrevista coletiva, o general Ham contou que desde o início das operações aliadas "não foi observada nenhuma atividade de aviões (militares) líbios". De acordo com o general, as forças leais a Gaddafi mostram “pouca vontade e capacidade em continuar as operações ofensivas” em Benghazi.
No entanto, segundo a TV Al Jazeera, forças leais a Gaddafi abriram fogo contra a cidade de Zintan, no oeste da Líbia. O bombardeio durou várias horas.
As forças de Estados Unidos e Reino Unido fizeram 12 ataques com mísseis guiados Tomahawk, e embarcações militares de França, Espanha e Itália "patrulham a região para impedir os embarques ilegais de armamento em direção à Líbia", acrescentou.
Otan está preparada para apoiar operação
O ministro de Exteriores francês, Alain Juppé, assegurou nesta segunda-feira que a Otan está preparada para apoiar em "uns dias" a operação militar que vários países iniciaram na Líbia para proteger a população civil, por causa da resolução do Conselho de Segurança da ONU."O sucesso da intervenção é claro", indicou Juppé à imprensa ao término do Conselho de Ministros de Exteriores europeus realizado nesta segunda-feira em Bruxelas, que analisou a crise na Líbia e as revoltas em outros países da região.O chefe da diplomacia francesa lembrou que atualmente os Estados Unidos coordenam a operação em estreita colaboração com a França e com o Reino Unido, e que a Otan está disposta a dar seu apoio a intervenção "daqui a uns dias"."Salvamos a população civil de Benghazi", sentenciou, e declarou que, se a coalizão internacional "não tivesse feito nada", teria ocorrido um "banho de sangue" nessa cidade.O francês assegurou que a intervenção internacional "neutralizou a capacidade do (ditador líbio, Muammar) Kadafi de atuar contra a população civil".Juppé destacou que a operação está sendo realizada com o acordo dos países árabes, e ressaltou que a Liga Árabe deixou claro seu "apoio" à mesma.
Rebeldes negam diálogo
O vice-presidente e porta-voz do Conselho Nacional Transitório (CNT), grupo de opositores do regime líbio, Abdel Hafid Ghoga, rejeitou hoje qualquer diálogo com o ditador Muammar Gaddafi para "resolver pacificamente" o conflito.
Em declarações foram feitas à rede de televisão "Al Arabiya” em referência à "marcha verde" convocada por Gaddafi para que os líbios se dirijam à cidade de Benghazi, onde está a direção dos insurgentes.
"O ditador e sanguinário Kadafi procura semear o joio e a divisão no seio dos líbios. Advertimos a todas as pessoas que se aproximarem de Benghazi como participantes da marcha que serão consideradas como inimigos", disse Ghoga, que reforçou que os participantes da marcha terão "o mesmo destino das brigadas” do ditador.
Ghoga afirmou que os rebeldes se preparam para avançar também nas cidades de Ajdabiya, Misrate e Trípoli.
Nesta segunda-feira (21), Gaddafi convocou uma "marcha popular estratégica" em direção à cidade de Benghazi para impedir "a agressão estrangeira", segundo anunciou a agência oficial líbia "Jana".
Gaddafi usa escudos humanos, acusam rebeldes
Forças leais ao líder líbio, Muammar Gaddafi, estão trazendo civis de cidades vizinhas de Misrata, controlada pelos rebeldes, para usá-los como escudos humanos, disse um porta-voz dos rebeldes à agência de notícias Reuters nesta segunda-feira.
A informação não podia ser confirmada de forma independente e não houve comentário imediato de autoridades líbias. O porta-voz também disse que sete pessoas foram mortas em Misrata nos combates de domingo. Já um morador disse que oito pessoas morreram.
O morador de Misrata também disse à Reuters que forças armadas leais a Gaddafi usando roupas civis estavam no centro da cidade. Ele disse que Misrata, localizada a 200 quilômetros a leste de Trípoli, estava cercada por tropas pró-Gaddafi e que o abastecimento de água foi interrompido.
Com agencias internacionais
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