Por JOSÉ VIEGAS FILHO - Blog do NOBLAT
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Será que saberemos impor a mudança que queremos, ordenada e justa, aos nossos futuros governantes?
Será que estamos sozinhos no universo?
Será que existe propósito na formação das galáxias, com suas estrelas e planetas? Será que existe vida inteligente em outros sistemas estelares? Será que, um dia faremos contato com eles? Será que uniremos esforços para a construção de algo maior e mais significativo?
Ou será que o universo, o que foi criado, o que existe, é apenas uma máquina sem rumo, cujas leis de movimento são ditadas pelo caos, e não e não pela transformação ordenada? Pelo acaso e não pelo propósito? E que, afinal, da nossa civilização não sobrará nada?
Será que o propósito prevalecerá sobre o caos? Será que ele terá a capacidade de superar o caos e ordenar o mundo? Será que nós, seres inteligentes, agentes do propósito, saberemos criar a evolução ordenada? o progresso? a construção consciente de um mundo melhor?
Ou será que o aleatório, o despropositado, o desordenado sempre terão a última palavra e a ordem que tentamos criar será sempre destruída pelo desgoverno e pelo caos?
Será que nós, seres humanos, dotados de propósito, seremos capazes de construir progressivamente um futuro cada vez mais melhor? Será que o surgimento de valores como a justiça, a solidariedade e o bem comum, que só existem na nossa cabeça e não no mundo externo a nós, se incorporarão definitivamente à nossa existência futura?
Será que o nosso propósito superará a tendência, que com ele convive, de desconstrução dos nossos sistemas de vida organizada? Será ele mais forte que a corrosão e a degeneração das instituições que criamos? Será que a nossa capacidade de entendimento superará a desordem?
Será que a soma democrática das nossas vontades nos permitirá construir uma sociedade efetivamente melhor? Será que saberemos derrotar a corrupção, que é o prevalecimento do interesse individual mesquinho sobre o coletivo e justo? Será que saberemos derrotar a ineficiência, que é o prevalecimento da falta de inteligência sobre a presença dela? Será que saberemos fazer a mudança política pela qual a maioria do nosso povo claramente anseia? Será que essa mudança virá com a manutenção da ordem pública?
Será que saberemos impor a mudança que queremos, ordenada e justa, aos nossos futuros governantes? Será que o Congresso que nós próprios elegemos estará à altura dessa tarefa? Será que os nossos partidos políticos terão vigor e estrutura para desempenhar esse papel? Será que conseguiremos, caso seja necessário, compor novos movimentos do quilate do das "Diretas Já", ou do de 1992, em que a força do povo foi capaz de gerar a mudança desejada?
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