terça-feira, 21 de maio de 2013

POLÍTICA: PSDB e Aécio: agora, o "como fazer"

Do POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL

Aparentemente - em política as aparências costumam enganar, ainda mais se tratando de tucanos de plumagens reais - o PSDB, sob a clara liderança do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, uniu-se em torno de um projeto comum e da candidatura presidencial de Aécio Neves. Até a seção paulista do partido, a mais reticente em relação às pretensões do ex-governador e senador mineiro, parece ter aceitado as regras do jogo, em que pesem as demonstrações de caturrice política do ex-governador José Serra. Em princípio, o PSDB está centrando sua campanha na recuperação do legado da gestão Fernando Henrique Cardoso - estabilização monetária (derrota da hiperinflação), reforma do Estado (especialmente as privatizações) e início das políticas de renda (depois aprofundadas e radicalizadas, no bom sentido, pelo governo Lula). Herança que os tucanos abandonaram nas três campanhas presidenciais em que foram derrotados e que defenderam muito envergonhados.

PSDB e Aécio : agora, o "como fazer" - II
Pode ser um bom começo para aquecer as forças partidárias para o embate eleitoral e solidificar a unidade agora exibida, alcançada a duras penas (coloridas, como só cabe a tucanos de extirpe). Não basta, porém, até porque, até agora, a estabilidade monetária já é uma conquista do país, a memória nacional quase perdeu o seu mentor, e as conquistas sociais estão definitivamente incorporadas ao patrimônio petista. Que, aliás, sabe incorporar muito bem os seus feitos - e também os não-feitos. Além de esconder os malfeitos. Aécio, para se mostrar competitivo, terá de passar da celebração do passado e das críticas à atual condução da política econômica para uma etapa mais avançada do que fazer e como fazer para melhorar a situação atual.

PSDB e Aécio : agora, o "como fazer" - III
Os percalços que a economia nacional está registrando nos últimos meses, como temos comentado em nossas colunas mais recentes, ainda não chegaram com força até as classes que têm o maior cabedal de votos e que decidem de fato no Brasil qualquer eleição : os extratos D, E e a chamada "nova classe média" ou "classe média de Lula". É para esses que os tucanos precisam arranjar um "discurso" e propostas concretas - e principalmente factíveis - para manter a estabilidade da moeda e melhorar a qualidade de vida da população. Os eleitores do que se convencionou também de chamar de o "andar de cima" do extrato social, tirante em algumas camadas, já são votos anti-petistas por natureza. O próprio PT já sabia disso e nas últimas eleições tem feito esforços para mudar isto. A candidatura vitoriosa de Fernando Haddad à prefeitura de SP teve tal viés. Agora, Lula busca novos "Haddads" para concorrer a alguns governos estaduais, especialmente ao de SP. Os tucanos terão de descer de seus poleiros engalanados e pular ao rés do chão se quiserem ser competitivos em 2014. Ficar simplesmente esperando a economia desandar pode significar mais quatro anos de relento na esfera Federal.

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