terça-feira, 21 de maio de 2013

ECONOMIA: O estado da economia

Do POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL

Procuramos não fazermos previsões categóricas, porquanto estas não são passíveis de serem feitas quando o assunto é economia e política, ou vice-versa. Afinal, a política depende da economia e vice-versa, mesmo que não faltem oráculos soltos no mundo. De todo o modo é possível perceber tendências, até mesmo quando estas não estão visíveis, a partir do exercício do espírito crítico da análise política e econômica. Pois bem : os números recentes da produção industrial e do consumo indicam que o PIB brasileiro este ano está mais para o número pífio do ano passado que para algo entre 3% e 3,5%. De outro lado, é praticamente certo que a fragilidade das relações políticas no Congresso não permitirá nenhum avanço institucional capaz de sanar os problemas estruturais que barram o desenvolvimento. A MP dos Portos foi a grande reforma do ano (vide as duas primeiras notas desta coluna).

O estado da economia - II
Preocupação que deve ser redobrada é a possibilidade de o país vivenciar uma onda de desinvestimento externo, num contexto em que os EUA se recuperam com certa rapidez - basta ver o desempenho das bolsas daquele país - e a Europa dá alguns pequenos sinais de avanços. Além dos avanços na Índia e China (de novo). As melhores expectativas em relação ao Brasil estão no passado por conta dos poucos avanços alcançados pelo atual governo e pelos riscos que decorrem da equação que combina valorização cambial, inflação em alta, desindustrialização e queda dos preços das commodities. Poucas variáveis estruturais do país estão sendo mexidas politicamente para melhor. Quase nenhuma, se observadas as principais (reformas tributária e previdenciária, incentivo à tecnologia, educação e aumento da eficiência da infraestrutura). Felizmente ou infelizmente, as políticas adotadas pelo país têm de atender as expectativas dos agentes econômicos para a taxa de investimento subir. O que se vê é um governo voltado de costas para o capital, sustentado pelo eleitorado mais pobre e encalhado pelos seus presumidos aliados. A economia segue este ritmo.

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