quinta-feira, 23 de maio de 2013

ECONOMIA: Taxa de desemprego permanece em 5,8% em abril, menor patamar histórico para o mês

De OGLOBO.COM.BR
RENATA CABRAL

Ante abril de 2012, no entanto, a taxa recuou no Rio, de 5,6% para 4,8%, e em Belo Horizonte, de 5,0% para 4,2%
Rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 1862,40
RIO — A taxa de desemprego no Brasil em abril chegou a 5,8%, informou o IBGE nesta quinta-feira. Esta é a menor taxa para o mês de abril da série histórica do IBGE, que começou em 2002. Segundo o órgão, estatisticamente, o número mostra estabilidade frente a março, quando a taxa foi de 5,7%, quanto a abril do ano passado (6,0%).
Segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego, a quantidade de pessoas desocupadas no mês foi de 1,414 milhão. Já o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou 11,452 milhões, em linha com o mês anterior. Os ganhos no rendimento médio dos trabalhadores, por sua vez, atingiram R$ 1862,40.
Ante março, três das quatro categorias de ocupação investigadas pelo IBGE mostraram redução no rendimento: empregados com carteira no setor privado (-0,6%), sem carteira assinada no setor privado (-4,1%) e militares e funcionários públicos (-1,2%). Houve avanço apenas para pessoas que trabalham por conta própria, de 2,8%.
Regionalmente, na comparação de abril deste ano frente a março, não houve variação da taxa de desocupação em nenhuma das seis regiões metropolitanas investigadas. Ante abril de 2012, no entanto, a taxa recuou no Rio, de 5,6% para 4,8%, e em Belo Horizonte, de 5,0% para 4,2%. Nas outras regiões, ficou estável. Foi observada estabilidade também no número de pessoas desocupadas nas regiões em relação a março. Na comparação com abril de 2012, novamente, houve recuo apenas em Belo Horizonte e no Rio. Já o rendimento dos trabalhadores avançou nessas duas regiões.
O nível de ocupação, que mostra a proporção de pessoas ocupadas em comparação às pessoas em idade ativa, foi estimado em 53,6% para as seis regiões investigadas: não houve variações em relação a março tampouco frente a abril de 2012.
Não foram vistas alterações significativas para as seis regiões nos grupamentos de atividade frente a março. Ante abril de 2012, houve um avanço de 6,3% em Educação, saúde e administração pública, queda em Serviços domésticos, de 8,4%, e em Construção, de 5,5%.
Números divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta semana mostraram que a geração de vagas com carteira assinada caiu em abril frente ao mesmo mês de 2012. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), identificaram a criação de 196.913 vagas no mês, o pior resultado desde 2009. Comparada a abril de de 2012, a geração de vagas caiu 9,25%. No ano, foram 549.064 novas vagas.
A pesquisa do IBGE é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio, São Paulo e Porto Alegre.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que a economia brasileira cresceu 1% no primeiro trimestre do ano em relação aos últimos três meses de 2012.

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